Dutra admite insatisfação localizada da base por eleição de Maia

Presidente do PT minimiza surpresa com votação na Câmara e diz que oposição pode ter votado em Maia para reforçar 'insatisfação'

Andréia Sadi, iG Brasília |

nullO presidente do PT, José Eduardo Dutra, admitiu na última quarta-feira que pode haver alguma “insatisfação localizada” dentro do partido ao comentar o número de votos que Marco Maia na eleição para presidência da Câmara, mas minimizou o episódio.

“Ninguém pode afirmar que os 106 votos que Sandro Mabel teve foram todos da base aliada. Eu, se fosse da oposição, talvez votasse no outro candidato até para reforçar de que era uma insatisfação da base”, ironizou Dutra ontem, após acompanhar a mensagem de Dilma Rousseff no Congresso.

Aliados de Maia reconheceram que esperavam um número maior de votos : ele teve 375 votos, contra 106 de Sandro Mabel (PR-GO), 16 de Chico Alencar (PSOL-RJ) e 9 Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Maia contou com o apoio de 21 dos 22 partidos que têm deputados na Câmara.Em entrevista coletiva, o novo presidente da Câmara afirmou que esperava vitória com, no mínimo, 350 votos. Dutra disse que, em toda eleição da Câmara, “é difícil o candidato ter mais de 400 votos”. “Mas acho que podem haver insatisfações localizadas dentro de setores do partido”, reconheceu.

O petista disse, no entanto, que não acredita em “surpresas” durante votações de temas polêmicas como o reajuste do salário mínimo.

“A questão do mínimo sempre gera calor. Quando a matéria chegar à Casa, governo vai disponibilizar ministros para explicar porque defende esta valor. Agora, o Congresso é soberano para votar o valor que considerar mais conveniente para o País”, disse.

O governo enfrenta pressão das centrais sindicais para subir o mínimo para R$ 580, mas defende a proposta de R$540.

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