Dividido, PT começa a decidir hoje volta de Delúbio ao partido

Nas contas da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), ex- tesoureiro e pivô do escândalo mensalão teria 64% dos votos

Ricardo Galhardo e Andreia Sadi, iG Brasília |

Dividido, o diretório nacional do PT começa na manhã desta sexta-feira a decidir a volta do ex-tesoureiro Delúbio Soares, pivô do mensalão . Além disso, o diretório vai definir o sucessor de José Eduardo Dutra, licenciado por motivos de saúde, para a presidência do partido.

A previsão é que a reunião comece com uma fala de Dutra, que deve renunciar à presidência do PT para tratar problemas de saúde.

Dutra, que coordenou a vitoriosa campanha de Dilma Rousseff à Presidência, sofre de problemas neurológicos e depressão.

A expectativa é que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o acompanhe, em sinal de agradecimento pelos serviços prestados.

O sucessor de Dutra deve ser o deputado estadual Rui Falcão (PT-SP), atual vice-presidente, conforme antecipou o iG . A indicação de Falcão foi decidida pelas correntes Construindo um Novo Brasil, PT de Lutas e de Massa e Novos Rumos, que detêm 56% dos votos no diretório.

Antes do início da reunião o nome do deputado paulista será submetido às demais correntes do partido, entre elas a Mensagem, que detém 20% dos votos, e defende que a definição do presidente fique para daqui a 90 dias.

Delúbio

A maior divisão, no entanto, é quanto à volta de Delúbio. A Mensagem, surgida do movimento de refundação do PT iniciado em 2005 como espécie de reação da ala “ética” do partido aos desmandos do grupo de Delúbio, é contra. O Movimento PT, que tem cerca de 15%, está dividido. A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, é contra.

A “radical” Articulação de Esquerda também se opõe à volta de Delúbio. O líder da corrente, Valter Pomar, chegou a sugerir que o ex-tesoureiro apresente o pedido de refiliação ao diretório municipal de sua cidade natal, Buriti Alegre (GO), e que a solicitação siga os trâmites normais do partido.

Embora não haja consenso, a CNB já decidiu que o caso será levado ao diretório, mesmo que seja necessária uma votação. Nas contas da CNB, o ex-tesoureiro teria 64% dos votos.

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