Disputa por cargos no segundo escalão volta acirrar

Definição deve ser retomada na semana que vem, quando irá ocorrer a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado

Adriano Ceolin, iG Brasília |

A uma semana da retomada para a definição do segundo escalação, PMDB e PT acirram a guerra nos bastidores pelas melhores posições. No meio da disputa, a presidenta Dilma Rousseff tenta emplacar nomes técnicos enquanto o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, faz a intermediação dos pedidos.

A briga por cargos de segundo escalão começou já na primeira semana de governo quando os ministros recém-nomeados fizeram troca de postos. O PMDB reclamou, sobretudo, da atuação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A pedido do vice-presidente da República Michel Temer, a montagem do segundo escalão foi suspensa.

Na oportunidade, a cúpula do PMDB chegou a se reunir na casa de Temer para montar uma estratégia. Participaram do encontro o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), os líderes Renan Calheiros (Senado) e Henrique Eduardo Alves (Câmara) e o presidente do partido, Valdir Raupp (PMDB-RR).

Sarney teve a ideia de usar a votação do salário mínimo como forma de pressionar o governo na montagem do segundo escalão. Alves foi encarregado de pedir uma conversa com o ministro Guido Mantega (Fazenda) para, segundo ele, checar se o valor de R$ 540 era correto. Hoje, Mantega já aceita subir até R$ 545.

O grupo também quis coincidir a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado com a montagem do segundo escalão. Está marcada para a quarta-feira que vem (2 de fevereiro) a escolha da Mesa Diretora: Marco Maia (Câmara) e José Sarney (Senado) são candidatos únicos para o comando das respectivas Casas.

Setor elétrico

O setor elétrico é um dos focos de disputa. Em Furnas, o PMDB do Rio de Janeiro tenta manter o diretor-presidente Carlos Nadalutti Filho. Nesta segunda-feira, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse claramente que o partido pretende ficar com o cargo em mensagem publicada no Twitter.

Também por meio do microblog, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acusou “setores do PT” de tentar tomar cargos do partido. Apesar de negar seguidas vezes, Cunha é apontado como o principal responsável pela indicação de Nadalutti Filho na presidência de Furnas.

Na Eletrobrás, o grupo peemedebista do Senado já aceitou a saída de José Antonio Muniz Filho da presidência da estatal. A presidenta Dilma Rousseff já sinalizou ao partido que a vaga deve ser ocupada por Flávio Decat. Por isso, os senadores do PMDB tentam manter o comando da Eletronorte.

O PMDB também tenta manter postos estratégicos na Caixa, como a vice-presidência de assuntos jurídicos. Na Funasa, a tendência é a substituição do atual presidente Faustino Lins, que é ligado ao ex-presidente e deputado eleito Danilo Forte (PMDB-CE). A bancada da Câmara quer decidir um nome em comum com o ministro Padilha.

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