Petista Hideraldo Caron virou alvo de pressão em função de suspeitas de irregularidades em obras sob sua responsabilidade

O diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hideraldo Caron, pediu demissão nesta sexta-feira após encontro com o ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes). Caron é indicado do PT dentro do órgão e passou a figurar entre os protagonistas da crise em função de irregularidades detectadas em obras de sua responsabilidade.

A demissão foi confirmada por meio de nota à imprensa divulgada pela assessoria de comunicação da pasta dos Transportes. "O ministro de Estado dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, recebeu na manhã de hoje o diretor de infraestrutura rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hilderaldo Luiz Caron, que apresentou seu pedido de exoneração do cargo. Ainda nesta, o pedido de exoneração séra encaminhado à Presidência da República", diz a nota.

A pressão para que Caron deixasse o cargo nasceu do próprio PR , partido que comanda o órgão, em resposta à faxina comandada pela presidenta Dilma Rousseff no setor. No início desta semana, o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela, veio a público cobrar que Dilma use “a mesma balança” no tratamento dado aos envolvidos na crise .

Depois de entregar a carta, Caron disse que sua demissão foi uma "decisão pessoal e voluntária" . Mais tarde, em entrevista coletiva, o diretor do Dnit confirmou sua saída, mas avisou que ainda permanece no órgão por mais alguns dias .

Até então, ele vinha vinha evitando comentar seu possível afastamento. Dias atrás, em entrevista à Rádio Gaúcha em Brasília, o diretor sugeriu que questionamentos sobre sua permanência no posto fossem dirigidos à presidenta Dilma.

“Estou aqui trabalhando”, disse o diretor do Dnit, evitando tratar das denúncias. “Não tem denúncia nenhuma porque não tem denunciante”, ressaltou. Ao final, ao responder a mais uma pergunta sobre o que acha de sua permanência, repetiu: “Não acho nada, estou trabalhando”.

*Com informações da Agência Estado e colaboração de Ana Paula Leitão, iG Brasília

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