Diretor do Dnit pede demissão ao ministro dos Transportes

Petista Hideraldo Caron virou alvo de pressão em função de suspeitas de irregularidades em obras sob sua responsabilidade

Danilo Fariello, iG Brasília |

O diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hideraldo Caron, pediu demissão nesta sexta-feira após encontro com o ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes). Caron é indicado do PT dentro do órgão e passou a figurar entre os protagonistas da crise em função de irregularidades detectadas em obras de sua responsabilidade.

A demissão foi confirmada por meio de nota à imprensa divulgada pela assessoria de comunicação da pasta dos Transportes. "O ministro de Estado dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, recebeu na manhã de hoje o diretor de infraestrutura rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hilderaldo Luiz Caron, que apresentou seu pedido de exoneração do cargo. Ainda nesta, o pedido de exoneração séra encaminhado à Presidência da República", diz a nota.

A pressão para que Caron deixasse o cargo nasceu do próprio PR , partido que comanda o órgão, em resposta à faxina comandada pela presidenta Dilma Rousseff no setor. No início desta semana, o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela, veio a público cobrar que Dilma use “a mesma balança” no tratamento dado aos envolvidos na crise .

Depois de entregar a carta, Caron disse que sua demissão foi uma "decisão pessoal e voluntária" . Mais tarde, em entrevista coletiva, o diretor do Dnit confirmou sua saída, mas avisou que ainda permanece no órgão por mais alguns dias .

Até então, ele vinha vinha evitando comentar seu possível afastamento. Dias atrás, em entrevista à Rádio Gaúcha em Brasília, o diretor sugeriu que questionamentos sobre sua permanência no posto fossem dirigidos à presidenta Dilma.

“Estou aqui trabalhando”, disse o diretor do Dnit, evitando tratar das denúncias. “Não tem denúncia nenhuma porque não tem denunciante”, ressaltou. Ao final, ao responder a mais uma pergunta sobre o que acha de sua permanência, repetiu: “Não acho nada, estou trabalhando”.

*Com informações da Agência Estado e colaboração de Ana Paula Leitão, iG Brasília

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