Dirceu sai em defesa da redução de cargos de confiança no governo

Ex-ministro foi escalado para abrir debate sobre desafios do PT em um seminário organizado pelos grupos que dão as cartas na sigla

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

AE
Visto como mentor do modelo de partilha de cargos, Dirceu nega ter aparelhado o Estado no governo Lula
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu defendeu neste domingo a redução dos cargos de confiança no governo federal como forma de diminuir os atritos entre partidos da base governista e facilitar a governabilidade.

Segundo Dirceu, os cargos devem ser exercidos por funcionários de carreira.

“Os partidos têm o direito de participar do governo. O que não pode é ter fisiologismo e loteamento. Precisa diminuir os cargos de confiança ao mínimo. Estes cargos devem ser ocupados por funcionários de carreira”, disse Dirceu ao chegar no seminário promovido pelas correntes que dão as cartas no partido, num hotel no centro da capital paulista.

O evento reúne os grupos petistas Construindo um Novo Brasil (CNB), PT de Luta e de Massa (PTLM) e Novos Rumos, que se uniram na chapa Para Mudar o Brasil (PMB) na última eleição interna.

 Para Dirceu, a redução dos cargos de confiança daria mais estabilidade ao governo mas, principalmente, reduziria o espaço para as disputas políticas. “Os partidos sabem que a participação deles é nos ministérios”, afirmou.

Dirceu foi um dos nomes escalados para abrir a mesa de trabalho sobre os desafios do PT para as eleições de 2012, ao lado do secretário geral da Presidência, Gilberto Carvalho. “Dos 22 mil cargos que recebemos, dois terços foram ocupados por funcionários de carreira. O que sobrou foram uns 6 mil cargos. Não é muito”, disse o ex-ministro.

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