Dilma vai manter tom 'protocolar' na diplomação

Plano da presidenta eleita é guardar o discurso emocional para a cerimônia de posse, em 1º de janeiro

Andréia Sadi, iG Brasília |

Treinada para discursos simples em público, em cima de palanques e recheadas com frases de efeitos, a presidenta eleita, Dilma Rousseff , deixará de lado o figurino do período da campanha eleitoral e adotará nesta sexta-feira um discurso protocolar durante a diplomação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A uma platéia de 250 convidados, Dilma fará, a partir das 17 horas, uma declaração “breve, de agradecimento e em tom oficial” na cerimônia em que receberá do presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, o diploma da Presidência. O caráter de improviso deverá ficar de fora. O iG apurou, o discurso já passou por algumas versões e ainda aguarda a aprovação da presidenta eleita.

O discurso da posse, que acontecerá no dia 1º de janeiro, será mais elaborado e terá um tom mais emocional. Assessores de Dilma dizem que a presidenta gosta de dar palavra final nos seus discursos, mas que os textos geralmente são redigidos por mais de duas mãos. Eles lembram que, no dia em que foi eleita, Dilma leu o discurso da vitória elaborado por ela e Antonio Palocci, convidado para o ministério da Casa Civil.

Agência Estado
No dia em que foi eleita, Dilma leu um discurso preparado em conjunto com o futuro chefe da Casa Civil Antonio Palocci
A cerimônia terá a duração de cerca de uma hora, segundo o TSE. Em seguida à abertura da sessão, Dilma e Michel Temer, vice-presidente eleito, serão chamados ao plenário para acompanhar o Hino Nacional. Após receberem o diploma, Dilma deverá discursar. Estão previstos apenas uma saudação de Lewandowski e uma breve fala da petista. Os diplomas de Dilma e Temer foram confeccionados pela Casa da Moeda e seguem o padrão de caligrafia e visual determinado pelo Código Eleitoral, segundo o tribunal.

Para o evento, foram convidadas autoridades, amigos e familiares. Por conta do espaço pequeno, , somente 100 pessoas poderão acompanhar a cerimônia do plenário do TSE. As demais acompanharão a diplomação do auditório do tribunal, localizado no segundo andar do prédio. Além dos ministros de Estado, foram convidados também os 27 governadores eleitos, mas cerca de 10 devem se ausentar porque serão diplomados no mesmo dia. Dilma e Temer puderam convidar 34 pessoas -- 17 de cada um.

O presidente do Congresso, José Sarney, e do STF, Cezar Peluso (STF), também deverão comparecer além de lideranças partidárias.

A presença do presidente Lula no evento não está confirmada. Após a diplomação, no entanto, Lula e a primeira-dama Marisa Letícia organizaram um coquetel para 400 pessoas em homenagem à presidenta eleita no Palácio do Itamaraty. Entre os convidados devem comparecer a mãe da presidenta eleita, dona Dilma Jane e sua tia Arilda, além de amigos e assessores.

    Leia tudo sobre: governo luladilma roussefftransição

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG