Modelo brasileiro será disponibilizado ao país vizinho. Acordos energéticos e nucleares também serão assinados

A presidente Dilma Rousseff disponibilizar para o governo da Argentina o modelo de habitação popular Minha Casa Minha Vida. De acordo com o embaixador Antônio Simões, sub-secretário do Itamaraty para a América do Sul, um pacote contendo todas informações sobre “ a forma de fazer” o programa será disponibilizado ao país vizinho.

“Será disponibilizado para a Argentina o formato que usamos para viabilizar a construção de um milhão de casas. Não haverá financiamento da Caixa ao País vizinho, mas a troca de informações, pois também receberemos dados sobre os programas deles”, disse.

O embaixador ainda comentou que durante a visita da presidente Dilma ao país vizinho, que começa no domingo, uma série de acordos na área energética serão assinados. Brasil e Argentina devem desenvolver em conjunto dois reatores nucleares para fins de pesquisa. Eles serão usados para desenvolver a tecnologia tanto das áreas de produção de energia quanto da de medicamentos.

Um outro acordo vai dar andamento à construção em parceria de duas usinas hidrelétricas no rio Uruguai, no complexo de Garabi, que atualmente está na fase de estudos de impactos ambientais. Ainda na área energética um memorando sobre biocombustíveis vai ser assinado visando ampliar a exportação dos dois países. O modelo, de busca conjunta de mercados, também vai ser adotado em outras áreas, como no mercado agropecuário. A ideia é que um país ajude o outro a entrar em mercados onde já atuam.

Além disso, os dois governos vão definir a construção de uma nova ponte sobre o rio Peperi-Guaçu o Brasil à Argentina pelas cidades de São Miguel D’Oeste (SC) e San Pedro, sobre o rio Peperi-Guaçu.

Simões ainda destacou o fato da primeira viagem internacional de Dilma ter como destino a Argentina. Ele citou que pela primeira vez na história os países são governados por mulheres, tendo a presidente Cristina Kirchner do outro lado da fronteira.

Também destacou que o comércio bilateral, que em 2007 movimentava US$ 28 bilhões, hoje gira na casa dos US$ 33 bilhões. Sendo que o déficit Argentino nas transações, de US$ 4 bilhões, se manteve estável de lá para cá.

Sobre o tema, o embaixador destacou investimentos na ordem de US$ 15 bilhões entre 2007 e 2010 feitos pelas 40 maiores empresas brasileiras que atuam na Argentina. Também disse que a Vale está aplicando US$ 4 bilhões para a extração de fosfato, que vai ter o Brasil como principal comprador.

“Acredito que em breve teremos o equilibrio que é desejado por todos”.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.