Dilma vai à Argentina em sua primeira viagem ao exterior

Chanceler argentino afirmou que as negociações na área comercial devem predominar nas conversas entre Cristina Kirchner e Dilma

Agência Brasil |

A presidenta Dilma Rousseff desembarca no próximo dia 31 em Buenos Aires para a primeira viagem ao exterior desde que assumiu o governo no último dia 1º. Já há uma reunião marcada com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, de acordo com autoridades argentinas. Antes, no dia 10, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, conversa com Cristina Kirchner e o chanceler argentino, Héctor Timerman.

As informações são da agência oficial de notícias da Argentina, a Telam. A agenda preliminar de Dilma indica que a presidenta também deverá ir ao Peru, em fevereiro, e ao Uruguai em março. A política regional na América do Sul e no Caribe será uma das prioridades da área externa neste governo, de acordo com Patriota.

Na Argentina, o chanceler do país afirmou que as negociações na área comercial devem predominar nas conversas entre Cristina Kirchner e Dilma. “[Os dois governos vão trabalhar para] superar os desequilíbrios comerciais", disse Timerman, que faz uma viagem a vários países do Golfo Pérsico.

O embaixador da Argentina no Brasil, Juan Pablo Lohlé, disse que a tendência é que a conversa entre as duas presidentas resulte em definições que levem “à continuidade em certas coisas e a mudanças em outros", mas não detalhou essas discussões.

"Em Buenos Aires houve alguns que criticaram a presidenta [brasileira] que, em seu discurso, não mencionou a Argentina. Mas eu acho que essa é a melhor resposta [a visita de Dilma a Buenos Aires]. É a resposta mais concreta, que está mostrando que a Argentina está na agenda de prioridade de Dilma Rousseff, a conclusão estará na próxima viagem ao nosso país", disse Lohlé.

Ainda este semestre, Dilma pretende ir aos Estados Unidos para a primeira reunião com o presidente norte-americano, Barack Obama. Também está prevista a ida à Bulgária, em uma visita que deve ser mais afetiva do que política, pois lá estão os parentes do pai da presidenta, Petar Rosev, que migrou para o Brasil.

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