Dilma tenta definir nome de líder do governo no Congresso

PMDB é dono da indicação. O nome de Mendes Ribeiro (RS) perdeu força e o senador Eduardo Braga (AM) agora é o mais cotado

Adriano Ceolin, iG Brasília |

A presidenta Dilma Rousseff tenta definir a escolha de um líder do governo no Congresso. O cargo está vago desde janeiro. A indicação pertence ao PMDB, mas ainda não houve entendimento sobre qual nome do partido deve ficar com o posto.

“Precisamos definir um nome antes da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que ocorre em sessão do Congresso (com presença dos deputados e dos senadores)”, afirmou hoje a ministra da Secretaria das Relações Institucionais (SRI), Ideli Salvatti.

Daqui a pouco, a ministra reúne-se com líderes do PMDB. Foram convidados Renan Calheiros (bancada do Senado), Henrique Eduardo Alves (bancada da Câmara), Romero Jucá (líder do governo no Senado) e o presidente interino do PMDB, Valdir Raupp.

Até a semana passada, o nome mais forte para a liderança era o do deputado federal Mendes Ribeiro (PMDB-RS). No entanto, Dilma ficou descontente com alguns posicionamentos do parlamentar. Ele votou contra a proposta do governo sobre Código Florestal, por exemplo.

Na tarde desta terça-feira, Ribeiro esteve no Planalto para uma audiência com o chefe do gabinete pessoal da Presidência da República, Gilles Azevedo. Ele negou que tratou da indicação de líder do governo no Congresso.

“Nunca fui convidado nem desconvidado. Tudo o que sei é o que está na imprensa”, disse Ribeiro. “Não pedi cargo algum. Estou muito feliz na função de primeiro vice-líder da bancada do PMDB da Câmara”, completou.

O principal concorrente do deputado é o senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Logo após a votação do aumento do salário mínimo em fevereiro, circulou no Congresso uma lista com o nome de Braga para o posto de líder de governo no Congresso.

Ex-governador do Amazonas, Braga tem a simpatia da presidenta. Principalmente, porque em território amazonense Dilma conquistou mais de 80% dos votos válidos na eleição de 2010.

Ainda na formação do governo Dilma, o nome de Braga chegou a ser cotado para a vaga de ministro da Previdência. Ele, no entanto, recusou o convite. Alegou que não tinha perfil para o caso.

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