Dilma proíbe entrada de celulares na Barreira do Inferno

Ordem é para impedir que funcionários do centro militar façam alguma foto "roubada" da presidenta Dilma

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Veículo militar deixa a entrada do Centro de Lançamento de Foguetes da Barreira do Inferno neste domingo
Para impedir que haja vazamento de qualquer imagem da presidenta Dilma Rousseff durante os dias em que está descansando no Rio Grande do Norte, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, a Presidência da República proibiu que as pessoas entrem com qualquer tipo de câmara, inclusive de celulares.

Todas as pessoas que chegam à Barreira do Inferno são vistoriadas ao entrarem na área militar. Quem estiver com celular, tem o aparelho recolhido ou sua bateria retirada para que não possa ser usado dentro das dependências do centro.

A medida é para impedir que façam alguma foto "roubada" da presidenta Dilma. No governo Lula, a restrição era imposta apenas para quem se encontrasse com o presidente em seu gabinete. Desde 2009, todas as pessoas que entravam no gabinete do ex-presidente eram obrigadas a deixar seu celular na ante sala de com um funcionário da presidência, que cumpria o papel informal de "fiscal de celular". No governo Dilma, a ordem permaneceu, inclusive para ministros, que deixaram de twittar em reuniões como faziam no passado.

A proibição agora, na Barreira do Inferno, surpreendeu servidores. A justificativa do governo é que a presidenta Dilma está em um momento privativo e de descanso.

A agenda da presidente se encerrou na sexta-feira no final da manhã e para o período de cinco a oito de março, citava apenas que "a presidenta Dilma Rousseff passa o feriado de Carnaval (05 a 08 de março) sem compromissos oficiais", não informando onde ela permaneceria. Dilma está isolada e não quer receber visitas.

Esta é a primeira vez que um presidenta da República se hospeda neste local, escolhido pela facilidade de isolamento. Não há como chegar lá nem por terra, nem pelo mar. Da base aérea de Natal, Dilma se deslocou para lá de helicóptero.

Hospedagem

O hotel de trânsito da Barreira do Inferno foi adaptado para receber a presidenta. A Aeronáutica não informou quanto foi gasto especificamente com estas obras de adaptação, mas rebate a informação de que teriam sido gastos R$ 8 milhões, conforme noticiou a imprensa local.

A Aeronáutica diz que foram gastos "R$ 7,9 milhões, correspondentes a todo o volume de empenhos emitidos pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) em 2010, de acordo com dados disponíveis no SIAFI".

Acrescenta ainda que "este valor refere-se às despesas de custeio administrativo de todas as atividades do CLBI em 2010, dentre os quais R$ 2,36 milhões de investimentos realizados para atender às demandas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), como o lançamento do foguete Improved Orion, previsto para ocorrer em abril deste ano".

Por fim, a Aeronáutica explica que "as melhorias envolvem a reforma do lançador principal, ampliação da casamata, além de construções como o prédio de montagem de motores e um laboratório para experimentos científicos". A Aeronáutica, porém, não detalha o valor da obra para receber a presidente, que incluiria a transformação de dois quartos em um, mais amplo, e algumas outras modificações.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno é um local turístico e normalmente é aberto ao público. Mas, por causa da visita da presidente Dilma Rousseff as visitas estão proibidas. Muitos turistas vão ao local tirar fotos com os foguetes da entrada e são informados da proibição de visitas.

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