Dilma perde sétimo ministro em menos de um ano de governo

Carlos Lupi (Trabalho) se une a Orlando Silva, Pedro Novais, Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi e Nelson Jobim

iG São Paulo |

Com a queda do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), a gestão de Dilma Rousseff à frente do Palácio do Planalto perdeu seu sétimo ministro em menos de 12 meses de governo. A situação do ministro havia se agravado por conta do relatório da Comissão de Ética da Presidência da República que recomendou a sua exoneração do cargo. Outro fato que pesou foi a revelação, feita pelo jornal Folha de S.Paulo , de que Lupi acumulou dois empregos públicos ao mesmo tempo, um como assessor da Câmara Municipal de Vereadores do Rio de Janeiro e outro como assessor da liderança do PDT na Câmara dos Deputados. Em nota, Lupi se disse vítima de 'ódio de forças reacionárias' .

Lupi se junta agora a Orlando Silva (PC do B-SP), a Pedro Novais (PMDB-MA) do Turismo, Wagner Rossi (PMDB-SP) da Agricultura, Antonio Palocci (PT-SP) da Casa Civil, Alfredo Nascimento dos Transportes (PR-AM) e Nelson Jobim da Defesa (PMDB-RS). Apenas Jobim não caiu após denúncias de corrupção. Ele se afastou após declarações polêmicas.

7 de junho : Antonio Palocci é o primeiro ministro do governo Dilma a cair, depois de suspeitas de ter praticado tráfico de influência em favor de sua empresa de consultoria, a Projeto. A crise teve ainda como efeito colateral a substituição do então ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio (PT-RJ). Dilma trocou Luiz Sérgio por Ideli Salvatti - a ex-senadora assumiu a pasta de Relações Institucionais e o peemedebista foi para o seu lugar, passando a comandar o Ministério da Pesca.}

6 de julho : Menos de um mês depois da saída de Palocci, caiu o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento. A situação de Nascimento ficou insustentável após a publicação de diversas reportagens denunciando um esquema de corrupção comandado por ele dentro da pasta.

4 de agosto : Nelson Jobim pede demissão após declarações dadas à revista Piauí afirmando que o governo é “atrapalhado”. Jobim também fez críticas às colegas de Esplanada a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT-SC), e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR).

17 de agosto : Alvo de uma série de denúncias de corrupção, Wagner Rossi sai da Agricultura. Segundo reportagem da revista Veja, o suposto lobista Julio Fróes teria "uma sala com computador, telefone e secretária na sobreloja" do prédio, onde funciona a Comissão de Licitação da pasta. Já o jornal Correio Braziliense publicou reportagem que revelava que o ministro viajava de carona no jato executivo de uma empresa do setor de agronegócio com contratos com o ministério. Rossi rebateu e negou todas as denúncias.

14 de setembro : Pedro Novais deixou o comando do Turismo depois das denúncias de mau uso de dinheiro público. Ele foi acusado de pagar o salário de uma empregada doméstica com dinheiro da Câmara e de usar um funcionário do gabinete do deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA) como motorista de sua mulher em horário de trabalho. Novais reassumiu sua vaga na Câmara.

26 de outubro : Orlando Silva deixa o comando do Ministério dos Esportes após denúncias feitas à revista Veja pelo policial militar João Dias Ferreira, que acusou o ministro de corrupção.

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