Dilma perde quinto ministro em nove meses de governo

Pedro Novais se une a Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi e Nelson Jobim na lista dos ministros que deixaram pastas

iG São Paulo |

Com a queda do ministro do Turismo, Pedro Novais , nesta quarta-feira, após denúncias de irregularidades no uso do dinheiro público, o governo de Dilma Rousseff perdeu seu quinto ministro em nove meses. Antes de Novais, cairam Wagner Rossi (PMDB-SP) da Agricultura, Antonio Palocci (PT-SP) da Casa Civil, Alfredo Nascimento dos Transportes (PR-AM) e Nelson Jobim da Defesa (PMDB-RS). O único que não caiu após denúncias de corrupção foi Jobim, que se afastou após declarações polêmicas.

O primeiro a cair foi Antonio Palocci , no dia 7 de junho, depois de suspeitas de ter praticado tráfico de influência em favor de sua empresa de consultoria, a Projeto. Após a queda de Palocci, as denúncias foram, aos poucos, sendo arquivadas, apesar de a oposição insistir nos pedidos de investigações.

A crise em torno do ex-chefe da Casa Civil teve ainda como efeito colateral a substituição de mais um integrante do núcleo central do governo - o então ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio . Diante da avaliação de que a articulação política teria de ser fortalecida, a presidenta optou por uma troca entre Luiz Sérgio e Ideli Salvatti - a ex-senadora assumiu a pasta de Relações Institucionais e o peemedebista foi para o seu lugar, passando a comandar o Ministério da Pesca.

Um mês depois de Palocci, caiu o ministro Alfredo Nascimento . A situação de Nascimento ficou insustentável após a publicação de diversas reportagens denunciando um esquema de corrupção comandado por ele dentro da pasta.

No dia 4 de agosto, Jobim pediu demissão . A decisão foi motivada pelas declarações dadas por Jobim à revista Piauí afirmando que o governo é “atrapalhado”. Jobim também fez críticas às colegas de Esplanada a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT-SC), e a ministra-cehfe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Duas semanas depois, alvo de uma série de reportagens com denúncias sobre corrupção na pasta, Wagner Rossi caiu . Segundo reportagem da revista Veja , o suposto lobista Julio Fróes teria "uma sala com computador, telefone e secretária na sobreloja" do prédio, onde funciona a Comissão de Licitação da pasta. Já o jornal Correio Braziliense publicou reportagem que revelava que o ministro viajava de carona no jato executivo de uma empresa do setor de agronegócio com contratos com o ministério. Rossi rebateu e negou todas as denúncias.

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