Em encontro com centrais sindicais, presidenta assume, no entanto, compromisso de lutar para promover reajuste anual até 2014

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje, em reunião com dirigentes de centrais sindicais, que poderá promover uma política de reajuste da tabela do Imposto de Renda (IR) anualmente até 2014. O anúncio serviu de consolo, já que ela não aceitou um reajuste acima da meta da inflação de 4,5% para este ano. Oficialmente, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical ainda defendem o índice de 6,47%, mas já consideram a proposta derrotada.


“Ela praticamente garantiu que a reivindicação de quatro anos (para reajuste da tabela do IR) seria levada em alto grau”, afirmou o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). 

Apesar de o governo já ter deixado claro em outras oportunidades que o índice de reajuste este ano será de 4,5%, o presidente em exercício da CUT, José Lopez Feijóo, afirmou que o percentual ainda não foi definido. 

“Na questão do IR a presidenta se comprometeu a estudar com muito carinho a questão da correção da tabela. Não se falou de índice. Tudo fará parte de diálogo e conversa”, disse Feijóo. "A CUT ainda defende os 6,57%".

A audiência marcou também o reencontro da presidenta com o congressista , que atuou contra o governo na votação do aumento do salário mínimo de R$ 545.

Segundo Paulinho, a reunião foi positiva. “Ela teve a paciência de explicar a política do governo em todas as áreas e a questão da política econômica que nós tínhamos dúvida. Nós chegamos a dizer que disputaríamos a presidência porque imaginávamos que o mercado havia ganhado o governo. Ela até brincou dizendo que não foi ganha ainda não”, afirmou o deputado.

As centrais defenderam a criação de uma mesa permanente de negociação com o governo para realizar negociações que vão desde o reajuste da tabela do IR até a redução da jornalsita de trabalho. “Apresentamos algumas reivindicações. A primeira delas foi de se instituir uma mesa de negociação permanente entre os governos e os trabalhadores, o que foi atendido”, disse. Segundo ele, as reuniões deveram ser mensais.

Além da CUT e da Força, participaram da reunião quatro centrais sindicais: UGT, CGTB, CTB e Nova Central.

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