Dilma minimiza demissões e diz que faxina não é meta do governo

Presidenta diz que não faz 'escala de demissões' e afirma que sua gestão não é a 'Roma Antiga'

AE |

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Questionada sobre a crise política que já causou demissões de ministros e gerou tensões na relação com a base aliada, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje que "se combate o malfeito sem se fazer disso meta de governo". O comentário foi feito a jornalistas após cerimônia de anúncio da expansão do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), no Palácio do Planalto, em Brasília.

"Não se demite nem se faz escala de demissão, nem sequer demissão todos os dias. Isso não é de fato Roma Antiga", afirmou Dilma. "Tanto a forma como colocam a política do meu governo contra malfeitos chamando-a de faxina, eu não concordo com isso, acho que isso é extremamente inadequado", disse. A presidente afirmou que se combate o malfeito sem se fazer disso meta de governo - "faxina no meu governo é contra pobreza", voltou a defender.

Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma disse que não concorda com a tese de que está comandando uma "faxina" no governo

Dilma frisou que "a lei é igual para todos", destacando o respeito aos direitos individuais e às liberdades. "É importantíssimo respeitar a dignidade das pessoas, não submetê-las a condições ultrajantes e eu sei disso porque já passei por isso", afirmou.

O discurso de Dilma remete ao episódio da Operação Voucher, realizada pela Polícia Federal (PF), que resultou na prisão de 35 pessoas acusadas de envolvimento em irregularidades no Ministério do Turismo. Na ocasião, o Palácio do Planalto considerou "inaceitável" a divulgação de fotos dos presos.

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