Em primeira reunião do Conselho Político, presidenta garantiu investimentos em obras e falou em reforma tributária fracionada

Na tentativa de acalmar os deputados e senadores preocupados que os cortes no Orçamento prejudiquem as obras em andamento, a presidenta Dilma Rousseff disse aos presidentes e líderes de partidos da base aliada que o governo deverá preservar as que já foram iniciadas. A garantia foi dada nesta quinta-feira (24) durante a reunião no Palácio do Planalto.

Dilma Rousseff preside reunião do Conselho Político, no Palácio do Planalto, em Brasília
AE
Dilma Rousseff preside reunião do Conselho Político, no Palácio do Planalto, em Brasília
Na reunião, a presidenta anunciou ainda que vai encaminhar ao Congresso propostas "fatiadas" referentes à reforma tributária, lembrando que as duas tentativas anteriores, no governo passado, foram em vão. Ela porém não citou o primeiro tema que gostaria de ver aprovado. Segundo avaliação de Dilma, relatada pelos parlamentares, uma "reforma tributaria fracionada" será "mais fácil de aprovar" e "mais fácil de discutir".

Foi o primeiro encontro da base aliada com Dilma e, segundo o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, a presidenta informou que uma comissão formada por representantes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento está analisando que obras serão paralisadas e quais serão concluídas. O resultado da avaliação deve ficar pronto em duas semanas, de acordo com o ministro.

"Estamos fazendo isso para ver o que poderá ser cortado e o que seguramente será preservado. Obras em andamento, e que se enquadrem aos programas do governo, serão terminadas. Essa foi uma garantia da presidenta", disse Luiz Sérgio ao sair da reunião.

A decisão de suspender pagamentos de recursos previstos no Orçamento dos últimos três anos vem causando tensão entre parlamentares, autores das emendas, e prefeitos. O assunto acabou tomando conta da reunião do Conselho Político.

Além do ministro Luiz Sérgio, estavam presentes à reunião o vice-presidente Michel Temer , os ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Casa Civil, Antonio Palocci e de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, além de líderes e presidentes e representantes de 17 partidos.

(Com Agências)

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