Dilma exalta Haddad e promete priorizar produto nacional

"Haddad merece o reconhecimento do meu governo e, tenho certeza, do presidente Lula pela contribuição que ele deu", disse Dilma

Reuters |

A presidenta Dilma Rousseff usou evento nesta quarta-feira para exaltar seu ministro da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, e reafirmar incentivo à produção nacional.

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"( O que ) vamos continuar fazendo é garantir que o que pode ser produzido no Brasil seja produzido no Brasil e não importado de outros países", disse ela durante cerimônia em Angra dos Reis (RJ), ao falar sobre a indústria naval, setor importante para a cidade.

Dilma disse também que o Brasil continuará criando empregos, apesar de perspectivas de piora da crise econômica internacional, e assegurou a capacidade do País de seguir crescendo apesar das turbulências.

Roberto Stuckert Filho/PR
Com Haddad, Dilma inaugura Centro Municipal de Educação Infantil Júlia Moreira da Silva, em Angra

"O Brasil tem grande capacidade de crescimento. O Brasil vai continuar gerando emprego", disse Dilma.

Dilma foi a Angra inaugurar um centro de educação infantil, evento que teve tom de despedida de Haddad, que deve deixar o ministério da Educação ainda neste mês para se dedicar à sua candidatura pelo PT à prefeitura de São Paulo.

"O ministro Fernando Haddad, que vai sair do meu governo, vai enfrentar outra realidade, merece o reconhecimento do meu governo e tenho certeza do presidente Lula pela contribuição que ele deu", disse Dilma.

Haddad foi lançado como candidato petista à prefeitura paulistana pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , afastando a realização de prévias no partido.

Os afagos a Haddad também partiram do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que elogiou a atuação do petista à frente da pasta.

"O melhor ministro da Educação que este País já teve. Fez uma gestão exemplar. Que seja feliz em sua nova jornada, em seu novo desafio", disse Cabral.

A gestão de Haddad, que também havia sido ministro da Educação no governo Lula, ficou marcada por sucessivos problemas envolvendo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), desde os diversos vazamentos de questões a erros na correção das provas.

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