Dilma diz que Brasil importa 'muita bagulheira' da China

Em encontro com as centrais sindicais, presidenta afirmou que discutirá assunto com o presidente da China

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Roberto Stuckert Filho/PR
Por outro lado, para Dilma Rousseff, Brasil exporta muita commodities
A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (11), em reunião com dirigentes sindicais, que o Brasil importa “muita bagulheira” da China enquanto exporta commodities. Segundo relato de participantes do encontro, Dilma irá tratar do assunto com o presidente chinês na visita que fará ao país em abril.

Dilma encontrou-se com representantes de seis centrais sindicais brasileiras. O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, contou que as centrais foram convidadas a participar do almoço que Dilma terá com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na semana que vem em Brasília.

“Ela quer mostrar que no Brasil os trabalhadores têm prestígio”, disse Paulinho. Adversário do governo na votação do aumento do salário mínimo, Paulinho aproveitou a reunião para melhorar sua relação com o governo. Paulinho, no entanto, negou que flerta com a oposição. “Isso é conversa. Eu só tenho boa relação com algumas pessoas do PSDB, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG)”, disse.

Afagos a Lula

Na primeira reunião com as centrais depois da aprovação do salário mínimo, a presidenta Dilma se mostrou empenhada em amenizar a tensão provocada pela votação. Ao abrir a reunião, Dilma defendeu a atuação conjunta entre governo e trabalhadores e anunciou a participação dos sindicalistas nos conselhos de empresas estatais. Na ocasião, a presidenta aproveitou para exaltar o antecessor Luiz Inácio Lula da Silva e dizer que o ex-presidente assegurou o interesse da categoria. Lula sancionou a lei 12353/10 em 28 de dezembro, quando ainda estava no exercício do poder.

"Esta representação das centrais, ela é muito importante. Falta, sem dúvida, uma pessoa, que é o presidente Lula porque ele lutou muito por esta lei", afirmou Dilma, em uma rápida fala na abertura do encontro. "Eu sou testemunha da quantidade de vezes que ele perguntava para o Paulo Bernardo: “E aí, ô Paulo, e a minha regulamentação da participação dos trabalhadores no conselho das empresas?”. Sem economizar nos afagos a Lula, Dilma disse que a iniciativa é "algo estratégico para o País".

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