Padilha, na Saúde, e Negromonte, nas Cidades, devem ser confirmados. Negociações com PSB e PC do B estão emperradas

A presidenta eleita Dilma Rousseff pretende definir na próxima semana o restante de vagas que restam a preencher no seu ministério. Além de oficializar a indicação de Mário Negromonte (PP-BA) para as Cidades, ela irá definir o deslocamento de Alexandre Padilha, atual ministro das Relações Institucionais, para a pasta da Saúde. Até agora, 23 ministros foram confirmados oficialmente.

No momento, estão emperradas as negociações com dois aliados históricos do PT: PSB e PC do B. No caso da primeira sigla, Dilma fez um convite ao deputado Ciro Gomes (CE) para a Integração Nacional, mas ele não conta com o apoio do presidente socialista e governador Eduardo Campos, que gostaria de indicar outros dois nomes para o Ministério.

Entre os comunistas, Dilma sinalizou nomear a ex-prefeita de Olinda e deputada eleita Luciana Santos no Ministério do Esporte. Desse modo, perderia lugar o atual dono do cargo Orlando Silva. A mudança não é avalizada pela maioria do PC do B. Orlando classificou como “ficção” a possibilidade de se tornar ministro da Autoridade Pública Olímpica, como é cogitado.

Dos partidos que integram a base aliada, o PMDB, PDT e PR já garantiram vagas na Esplanada dos Ministérios. Os peemedebistas garantiram a manutenção das pastas de Defesa, Minas e Energia e Agricultura. Perderam Comunicações e Integração Nacional, mas ganharam Previdência, Turismo e Assuntos Estratégicos. O PR e PDT mantiveram, respectivamente, Transportes e Trabalho.

Com maior número de pastas sob seu comando (12), o PT ainda luta para manter as Relações Institucionais caso Alexandre Padilha seja deslocado para a Saúde. Os deputados Luiz Sérgio (PT-RJ) e Cândido Vaccarezza (PT-SP) são os mais cotados para o posto. Líder do governo, Vaccarezza tem mais chance porque perdeu a indicação para ser presidente da Câmara.

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