Dilma defende Orlando Silva e diz condenar 'apedrejamento moral'

Presidenta deixou Angola, na África, na tarde desta quinta-feira e deve desembarcar à noite em Brasília

AE |

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A presidenta Dilma Rousseff disse hoje que não se pode fazer "apedrejamento moral de ninguém", referindo-se às denúncias de que o ministro do Esporte, Orlando Silva, teria participado do esquema de desvio de dinheiro público . Segundo a presidenta, os fatos serão apurados e se houver culpa haverá punição.

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"Nós temos de apurar os fatos, nós temos de investigar. Se apurada a culpa das pessoas, puni-las. Agora isso não significa demonizar quem quer que seja, muito menos partidos que lutaram no Brasil pela democracia", disse a presidente, referindo-se ao partido do ministro, o PC do B.

Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma encerrou nesta quinta-feira viagem à África

Dilma comentou o caso antes de embarcar de volta para Brasília, onde deve chegar ainda na noite desta quinta-feira.

A presidenta definiu como "tolice" as especulações de que o governo estaria enfrentando dificuldades com o partido aliado, por conta desse episódio.

"Isso é uma tolice. Dizer que o governo está fazendo julgamento de um partido é uma tolice. O meu governo respeita o Partido Comunista do Brasil e acha que ( o partido ) tem quadros absolutamente importantes para o País. Nós não vamos entrar nesse processo que é absolutamente irracional".

Dilma queixou-se ainda de notícias publicadas na imprensa sobre observações que ela teria feito sobre a situação do ministro Orlando Silva. "Eu li com muita preocupação as notícias do Brasil. Primeiro, pelo grau de imprecisão nas observações a respeito do governo. O governo não fez, não fará nenhuma avaliação e julgamento precipitado de quem quer que seja", afirmou. "Eu não falei com ninguém e vazam aspas minhas. A gente tem que ter um processo sistemático de investigação e apuração de todos os malfeitos", afirmou a presidenta, ressalvando que "é preciso sempre se supor a presunção da inocência das pessoas".

Dilma falou aos jornalistas ao deixar Luanda com destino ao Brasil. Ela disse que ao chegar vai olhar tudo com tranquilidade para depois tomar as oposições necessárias "para preservar não só o governo mas os interesses do País".

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