Dilma defende gestão mais eficiente no setor público

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, adotou um típico discurso da oposição, o da eficiência da gestão pública

iG São Paulo |

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, adotou um típico discurso da oposição, o da eficiência da gestão pública, ao falar hoje para uma plateia de empresários e investidores durante seminário sobre infraestrutura, no Rio. A ex-ministra defendeu "maior profissionalismo e Estado mais meritocrático que permita um nível de gestão mais eficiente". 

Uma das críticas mais contundentes dos oposicionistas é contra o que consideram inchaço e ineficiência da máquina pública no governo Lula. Hoje, Dilma disse que a eficiência administrativa é o caminho para garantir aumento da poupança pública e, com isso, mais investimentos.

AE
Governador Sérgio Cabral recebe Dilma Rousseff no Rio
A ex-ministra citou a própria experiência no governo. "É inconcebível o que encontrei quando cheguei no Ministério de Minas e Energia, que tinha um engenheiro para vinte motoristas. É inconcebível que a máquina de fiscalizar ganhe quatro vezes mais do que a máquina que executa. É inconcebível que não haja formação (profissional) e isso não significa Estado inchado, significa Estado eficiente. Para que haja poupança pública no Brasil é importante que o Estado tenha mecanismos de gestão eficiente e que os recursos sejam destinados para aquilo que interessa", afirmou. 

Dilma insistiu, por outro lado, na importância também do aumento da poupança e dos financiamentos privados para investimentos, especialmente em infraestrutura. "Não podemos ficar só com o BNDES. O País não pode se contentar com uma única fonte de financiamento", afirmou a ex-ministra no seminário organizado pelos jornais Valor Econômico e Financial Times. Segundo Dilma, bancos privados e fundos de pensão devem ser estimulados a participar da "nova arquitetura de financiamento". "Vamos ter que mobilizar todos os recursos financeiros que nós dispomos", afirmou a pré-candidata petista. "Não se faz política de infraestrutura baseado no Orçamento da União, dos Estados e municípios. Tem que completar com financiamento de longo prazo", afirmou.

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