Dilma dá posse a Amorim e diz que mudar comando é parte da rotina

Após demissão de Jobim por declarações polêmicas, presidenta diz que lógica da pasta é de "subordinação" aos interesses nacionais

iG São Paulo |

Na cerimônia em que deu posse ao novo ministro da Defesa, Celso Amorim, a presidenta Dilma Rousseff minimizou o impacto da substituição do ex-ministro Nelson Jobim. Em meio ao clima de insatisfação nas Forças Armadas com a escolha do ex-chanceler para a vaga, Dilma afirmou em considera parte da “rotina” a troca de comando na pasta.

“Todos sabemos que trocas de comando fazem parte da rotina, desde que se troque o comandante mas não se deixe de fazer o que tem que ser feito”, afirmou Dilma, durante a rápida exposição que fez na cerimônia.

Depois de afastar Jobim em decorrência de sucessivas declarações polêmicas e críticas aos colegas de Esplanada, Dilma afirmou que deve fazer parte da lógica da pasta a “subordinação aos interesses nacionais”. “A lógica do Ministério da Defesa é a disciplina, a competência e a dedicação”, afirmou.

Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma e Amorim, durante a cerimônia de posse, nesta segunda-feira

Em meio ao clima de insatisfação nas Forças Armadas com o orçamento da pasta, Amorim aproveitou seu discurso para prometer empenho na busca por recursos para o setor. "Cabe a mim empenhar e obter os recursos indispensáveis e equipamento adequado das Forças Armadas, conto para tanto com a compreensão dos colegas da área financeira", discursou Amorim, ressaltando que "de maneira serena", cabe a ele "mais ouvir do que falar".

O ministro observou que, embora seja um País que vive em "paz" com os vizinhos, o Brasil não pode abrir mão da vigilância. "Somos detentores de riquezas, cabe ao Estado resguardar nossas extensas fronteiras. Além da defesa da população, devemos proteger nossos recursos naturais", disse Amorim.

"Há um descompasso entre a crescente influência internacional e a nossa capacidade de respaldá-la no plano da Defesa", disse o novo ministro. "Devemos reforçar a cooperação com países da região, pretendo atribuir ênfase e relacionamento de defesa com países africanos, juntamente com o Itamaraty, continuaremos a dar nossa contribuição", afirmou Amorim.

*Com informações da Agência Estado

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