Dilma corrige rota para reduzir turbulências

Pré-candidata presidencial do PT recebe orientação para evitar lugares onde a base aliada estiver dividida

Agência Estado |

Futura Press
Dilma durante lançamento, em 24/04, das pré-candidaturas de Aloizio Mercadante para o governo de São Paulo e de Marta Suplicy para o Senado
A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, fará correção de rota na campanha. Depois da crise provocada pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), que saiu da disputa escancarando a mágoa com o governo, a orientação é para que Dilma evite lugares onde a base aliada estiver dividida.

A insatisfação com o comando da campanha petista chegou a ser exposta com todas as letras em reunião da Executiva Nacional do PT, na terça-feira. Àquela altura, porém, a cúpula do partido não esperava o destempero verbal de Ciro. O desfecho do episódio serviu para reforçar a necessidade de Dilma afagar os aliados, e não apenas os do PMDB.

Dilma iria a Goiânia nesta semana, mas a viagem foi cancelada antes de ser confirmada por causa da divisão dos partidos que apoiam sua candidatura. De um lado está o PMDB de Iris Rezende, candidato ao governo. De outro, o PR de Vanderlan Cardoso, que postula a mesma vaga.

As mudanças na campanha, no entanto, não se resumirão aos roteiros. O discurso da ex-ministra - visto como muito técnico - será sustentado por três eixos nessa nova etapa: juventude, mulheres e programas sociais. O PT quer exibir Dilma como a mulher que coordenou os principais projetos do governo em benefício dos mais humildes. "Ela é a alma do governo Lula", resumiu Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


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