Dilma convoca reunião para discutir crise no Turismo

Pega de surpresa por operação da Polícia Federal, presidenta convidou ministros mais próximos para almoço

iG São Paulo |

Em meio aos desdobramentos da operação comandada pela Polícia Federal no Ministério do Turismo, a presidenta Dilma Rousseff chamou ministros mais próximos para discutir o assunto durante um almoço no Palácio do Alvorada Segundo um ministro ouvido pela Reuters, a presidenta ficou "surpresa" ao saber da Operação Voucher, que executou na manhã desta terça-feira 38 mandados de prisão, entre eles um contra o secretário-executivo da pasta, Frederico Silva da Costa.

Agência Estado
Governo manifestou apoio ao ministro Pedro Novais, em meio a operação da PF
A Polícia Federal investiga desvio de recursos da pasta por meio de emendas parlamentares e cumpre 19 mandatos de prisão preventiva, 19 de prisão temporária e sete  de busca e apreensão em São Paulo, Amapá e no Distrito Federal.

O ministro do Turismo Pedro Novais conversou com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e se colocou à disposição para prestar as explicações necessárias. Por meio da assessoria, Gleisi informou que "não há nada que afete o ministro e ele está junto com o governo buscando informações".

A operação deflagrada hoje abre mais abre mais um escândalo no governo Dilma. Depois de assistir à saída do ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci, denúncias envolvendo a pasta dos Transportes levaram à saída do então ministro Alfredo Nascimento, e acusações de corrupção foram lançadas também no Ministério da Agricultura, derrubando o secretário-executivo da pasta, Milton Ortolan.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), queixou-se dos procedimentos da Polícia Federal e disse que a Justiça cometeu "um abuso" ao acatar o pedido de prisão de Martins.

Em defesa do aliado, Alves argumentou que o convênio que é alvo de investigação da PF foi assinado em 2009, que não teria sido alvo de investigação da Controladoria-Geral da União (CGU), e que Colbert estava há seis meses na pasta.

"Colbert deu andamento ao que foi aprovado. Está preso o rapaz. É um Estado democrático, não pode ser assim, não foi ouvido, não foi chamado, nunca foi questionado e de repente seus familiares vendo ele preso. A Polícia Federal está cumprindo ordem judicial e acho que o abuso aconteceu aí", disse.

*Com informações da Reuters

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