Dilma convida quatro ministros; faltam três

Luiz Sérgio (Relações Institucionais), Jorge Hage (CGU), Fernando Coelho (Integração Nacional) e Leônidas Cristino (Portos)

iG Brasília |

A bancada do PT na Câmara conseguiu emplacar Luiz Sérgio (RJ) como novo ministro das Relações Institucionais. Ele ocupará a vaga de Alexandre Padilha, deslocado para a pasta da Saúde. Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, deverá ser mantido.

Do PSB, também já foram definidos os nomes: Fernando Bezerra Coelho deverá ficar com a Integração Nacional e Leônidas Cristino, ex-prefeito de Sobral, herdará a Secretaria de Portos, hoje sob o comando de Pedro Brito.

Oficialmente já foram anunciados 30 ministros. Com os quatros nome novos desta terça-feira (21), só faltam mais três vagas a serem definidas: Secretaria de Políticas para as Mulheres, Gabinete de Segurança Institucional e o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA).

Últimas vagas

O senador eleito e ex-governador do Piauí, Welington Dias, afirmou que o nome mais forte para o MDA é o de Maria Lúcia Falcón. “Está tudo encaminhado”, disse Dias. Há, no entanto, resistências da corrente interna petista Democracia Socialista (DS) _atual dona do posto.

Falcon é atual secretária de Planejamento do governo de Sergipe, comandado pelo petista Marcelo Déda. Ele, Dias e Jaques Wagner, governador da Bahia, atuam juntos para emplacar no nome da secretária. O fato de ser mulher ajuda.

A presidenta eleita Dilma Rousseff tem cumprido a promessa de aumentar o número de vagas de mulheres. Até agora, já forma anunciadas oito mulheres. Duas vão ocupar postos estratégicos: Miriam Belchior (Planjamento) e Helena Chagas (Secretaria de Comunicação).

As últimas vagas mantêm o ritmo de divisão de poder e espaço entre as siglas. Ex-líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio é ligado à corrente interna Construindo Um Novo Brasil (CNB). “Mas circula bem em outras correntes em toda a bancada”, disse Odair Cunha (PT-MG).

Segundo o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), Luiz Sérgio fará uma boa parceria com o novo ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. “Ele vai cuidar mais do dia a dia com o Congresso enquanto Palocci ficará com o atacado”, afirmou.

Além de Luiz Sérgio, outro nome cotado para as Relações Institucionais era Cândido Vaccarezza (SP). Principalmente depois de ter naufragado a tentativa de concorrer à Presidência da Câmara. “O problema é que Vaccarezza é paulista”, resumiu Cunha.

A citação do deputado petista traduz uma preocupação da presidenta Dilma Rousseff em equilibrar as forças entre regiões, gênero (maior presença de mulheres) e siglas. Nesse sentido, o PSB foi o último partido aliado a fechar sua cota.

Os socialistas ficaram com duas pastas escolhidas pelo governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, e pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e pelo irmão dele, Cid Gomes, que é governador do Ceará.

Campos sugeriu Fernando Coelho, atual secretário de Desenvolvimento Econômico do governo pernambucano. Cid e Ciro escolheram Leônidas Cristino, prefeito da cidade de Sobral, onde os irmãos Gomes deram início às suas carreiras políticas.

“Leônidas é mais Ciro que Cid”, afirmou o deputado José Nobre Guimarães (PT-CE), aliado dos Gomes no Ceará. Ele também foi deputado pelo PPS e depois pelo PSB. Para ser ministro, Leônidas terá de renunciar à vaga de prefeito.

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