Dilma confirma Passos e depoimento de Pagot perde força

Presidenta acerta com PR promoção de ministro para titular. Fala de ex-diretor do Dnit no Senado é esvaziada

Adriano Ceolin, iG Brasília |

AE
Paulo Sérgio é filiado ao PR desde 2006
A presidenta Dilma Rousseff resolveu efetivar hoje Paulo Sérgio Passos como ministro dos Transportes, como antecipou o colunista Guilherme Barros . A decisão ocorre na véspera do depoimento do ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infra Estrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot. Então secretário-executivo da pasta, Passos sempre foi o favorito para ficar com a vaga de Alfredo Nascimento, demitido na semana passada após denúncias de corrupção na pasta. Ele, no entanto, não tinha aval do PR, dono dos Transportes desde 2003.

Passos sofria resistência de deputados do PR, sobretudo do grupo ligado a Valdemar Costa Neto (SP) _secretário-geral do partido. No entanto, hoje o líder do PR no Senado, Magno Malta (ES), já havia concordado em efetivar Passos no comando dos Transportes. Técnico na área, ele filiou-se ao PR em 2006, ainda durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, justamente para servir como opção para a pasta. Na transição para o governo Dilma, a presidenta tentou efetivá-lo, mas Alfredo Nascimento quis voltar ao cargo após perder a eleição para o governo do Amazonas.

A decisão de efetivar Passos atenua a crise em torno da pasta, mas não acalma o PR como um todo. Ninguém do governo ou da base aliada no Congresso espera nesta quarta-feira um depoimento bombástico de Pagot no Senado. Ele será ouvido em audiência por duas comissões no Senado. Ele foi convocado a depor após ter seu nome envolvido em denúncias de corrupção no Dnit. Em princípio, ameaçou responsabilizar também o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), que no governo comandou o Planejamento _pasta responsável por coordenar destinação de recursos do Orçamento.

Principal responsável pela indicação de Pagot no Dnit, o senador Blairo Maggi (PR-MT) ficou irritado com o afastamento do aliado do cargo. Ele também sugeriu em entrevistas que Pagot também cumpria ordens do Planejamento. Blairo chegou a bater de frente com as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). No entanto, em outra reunião, foi convidado para assumir os Transportes por Gilberto Carvalho (Secretaria Geral). Ele recusou.

    Leia tudo sobre: AlfredoPassosTransportes

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG