Segundo prefeito, que articula criação de novo partido, vice-governador de SP, Guilherme Afif, deve acompanhá-lo aonde for

'O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), se encontrou na tarde desta quinta-feira com dois de seus principais aliados políticos. O vice-governador de São Paulo Guilherme Afif Domingos e o ex-senador catarinense Jorge Bornhausen, ambos do DEM, estiveram com Kassab no evento de posse da nova direção da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), na capital paulista.

Durante o evento, o prefeito paulistano afirmou que as últimas desistências de lideranças políticas que poderiam migrar para um eventual novo partido não influenciam em sua decisão sobre sua saída do DEM.

“Eu não tenho nenhuma vinculação com a decisão de ficar ou sair em relação a qualquer pessoa. É uma decisão minha”, disse o prefeito. “Se eu sair do DEM, acompanhará quem quiser”, afirmou.

Apesar de ter dito que a decisão é individual, Kassab afirmou que endossa as palavras do vice-governador de São Paulo, segundo quem a decisão seria tomada em grupo.

“Temos uma relação muito próxima, todos sabem. Nos últimos quase 30 anos temos caminhado juntos. Então, eu endosso as palavras dele. Onde eu estiver ele estará e onde ele estiver eu estarei”. De acordo com Kassab, o trabalho feito em conjunto nos últimos anos vai continuar.

Quanto à possível ida do ex-senador Jorge Bornhausen para o novo partido, Kassab afirmou que deve conversou com o aliado amanhã. “O senador Bornhausen, todos sabem, é um amigo muito querido, um conselheiro. E essa é a razão de eu estar conversando com ele amanhã, para que a gente possa definir esta questão partidária”.

Insegurança jurídica

O prefeito de São Paulo negou que haja qualquer insegurança jurídica na montagem de um possível novo partido. “Jamais iríamos trilhar um caminho que tenha alguma insegurança”.

De acordo com especialistas e cientistas políticos, o Tribunal Superior Eleitoral poderia considerar a criação do novo partido como uma manobra do prefeito paulistano para driblar a lei da fidelidade partidária, que prevê que o mandato pertença à legenda (no caso, o DEM) e não ao político eleito.

Partriciparam também do evento da Febraban o vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente do Banco Central, Alexandre Trombini, e o ministro Moreira Franco (Secretaria de Assuntos Estratégicos).

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