Deputado federal é o mais cotado para coordenar campanha de Haddad

Vicente Candido foi um dos responsáveis por organizar a plenária que resultou no apoio da corrente majoritária do PT ao ministro

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

O deputado federal Vicente Candido (PT-SP) é o nome mais cotado para assumir a coordenação da campanha do ministro da Educação, Fernando Haddad, à prefeitura de São Paulo. Candido, ao lado dos vereadores Chico Macena e Alfredinho, foi um dos responsáveis por organizar a plenária da corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), que garantiu, na segunda-feira, o apoio à pré-candidatura de Haddad.

Depois da garantia de apoio da CNB, o PT começou a desenhar a estrutura da campanha de Haddad. Até agora o ministro tem sido amparado pelos prefeitos de São Bernardo e Osasco, Luiz Marinho e Emídio de Souza, e pelo presidente do diretório estadual do PT paulista, Edinho Silva, que é de Araraquara.

Agência Brasil
PT já desenha estrutura da campanha do ministro Haddad em 2012

Eles devem ser substituídos nas próximas semanas por um grupo formado por petistas da capital. Macena e Alfredinho, que têm acompanhado o ministro nas caravanas organizadas pelo PT na periferia da cidade, devem ter papel central. No entanto, como os dois terão que cuidar de suas próprias campanhas para a Câmara Municipal, a tarefa de coordenador geral deve ficar nas mãos de um deputado.

Candido é o mais cotado também por ser considerado o parlamentar que tem a base mais ampla na militância petista da capital atualmente. Isso garantiria uma boa votação para Haddad caso se confirme a possibilidade de prévias para escolher o candidato em São Paulo.

Os demais cargos da campanha serão preenchidos conforme indicações de setores que devem aderir à campanha de Haddad. Depois de fechar com a CNB, o próximo alvo é o Novos Rumos, segunda maior corrente do PT paulistano que hoje está dividida entre a senadora Marta Suplicy, o deputado Carlos Zaratini e o ministro da Educação.

Simão Pedro

A tendência Mensagem, outra corrente petista, deve indicar o deputado estadual Simão Pedro. Na segunda-feira, para agradar à CNB, Haddad negou que tenha pertencido à Mensagem. Ele disse que apenas assinou o manifesto de refundação do partido, organizado pela Mensagem em 2005, no auge do escândalo do mensalão.

Indignado com a repercussão negativa de sua fala à CNB, o ministro chegou a cogitar uma nota à imprensa para reafirmar que nunca pertenceu à Mensagem. Ele tem dito às lideranças petistas que assinou o manifesto e participou das reuniões do grupo que defendia a refundação a pedido de amigos do setor acadêmico, como a filósofa Marilena Chauí e a cientista social Maria Victoria Benevides.

O patrono do manifesto de refundação foi o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, a quem Haddad sucedeu no Ministério da Educação.

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