Vicente Candido foi um dos responsáveis por organizar a plenária que resultou no apoio da corrente majoritária do PT ao ministro

O deputado federal Vicente Candido (PT-SP) é o nome mais cotado para assumir a coordenação da campanha do ministro da Educação, Fernando Haddad, à prefeitura de São Paulo. Candido, ao lado dos vereadores Chico Macena e Alfredinho, foi um dos responsáveis por organizar a plenária da corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), que garantiu, na segunda-feira, o apoio à pré-candidatura de Haddad.

Depois da garantia de apoio da CNB, o PT começou a desenhar a estrutura da campanha de Haddad. Até agora o ministro tem sido amparado pelos prefeitos de São Bernardo e Osasco, Luiz Marinho e Emídio de Souza, e pelo presidente do diretório estadual do PT paulista, Edinho Silva, que é de Araraquara.

PT já desenha estrutura da campanha do ministro Haddad em 2012
Agência Brasil
PT já desenha estrutura da campanha do ministro Haddad em 2012

Eles devem ser substituídos nas próximas semanas por um grupo formado por petistas da capital. Macena e Alfredinho, que têm acompanhado o ministro nas caravanas organizadas pelo PT na periferia da cidade, devem ter papel central. No entanto, como os dois terão que cuidar de suas próprias campanhas para a Câmara Municipal, a tarefa de coordenador geral deve ficar nas mãos de um deputado.

Candido é o mais cotado também por ser considerado o parlamentar que tem a base mais ampla na militância petista da capital atualmente. Isso garantiria uma boa votação para Haddad caso se confirme a possibilidade de prévias para escolher o candidato em São Paulo.

Os demais cargos da campanha serão preenchidos conforme indicações de setores que devem aderir à campanha de Haddad. Depois de fechar com a CNB, o próximo alvo é o Novos Rumos, segunda maior corrente do PT paulistano que hoje está dividida entre a senadora Marta Suplicy, o deputado Carlos Zaratini e o ministro da Educação.

Simão Pedro

A tendência Mensagem, outra corrente petista, deve indicar o deputado estadual Simão Pedro. Na segunda-feira, para agradar à CNB, Haddad negou que tenha pertencido à Mensagem. Ele disse que apenas assinou o manifesto de refundação do partido, organizado pela Mensagem em 2005, no auge do escândalo do mensalão.

Indignado com a repercussão negativa de sua fala à CNB, o ministro chegou a cogitar uma nota à imprensa para reafirmar que nunca pertenceu à Mensagem. Ele tem dito às lideranças petistas que assinou o manifesto e participou das reuniões do grupo que defendia a refundação a pedido de amigos do setor acadêmico, como a filósofa Marilena Chauí e a cientista social Maria Victoria Benevides.

O patrono do manifesto de refundação foi o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, a quem Haddad sucedeu no Ministério da Educação.

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