Depois de Duque de Caxias, ninguém é insubstituível, diz general

Presidente do Clube Militar, general reformado Clovis Bandeira diz que, com saída de Jobim, é hora de ter um militar na Defesa

Severino Motta, iG Brasília |

O presidente em exercício do Clube Militar, general reformado Clovis Bandeira, disse ao iG que as Forças Armadas não devem fazer pressão para a manutenção do ministro da Defesa Nelson Jobim em seu cargo. De acordo com ele, “depois de Duque de Caxias, ninguém é insubstituível”, e, com a saída do governo, o desejo do Exército é ver um militar à frente da pasta.

“Não creio em reação do Exército. Não há peça imutável. Depois de Duque de Caxias, ninguém é insubstituível. O Exército sobreviveu à morte de Caxias e continuou, como vai continuar”, disse.

Questionado sobre a popularidade de Jobim nos quartéis, Bandeira disse que, como acontece a qualquer homem público, não há unanimidade. “Há quem ache que ele colocou a Defesa na agenda nacional, que era ignorada. Mas também há quem ache que ele é muita promessa e pouca execução”.

Ao falar sobre Jobim, o general demostrou certa surpresa com as recentes declarações do ministro, que revelou voto no tucano José Serra e faz críticas a ministras da presidenta Dilma Rousseff.

“Ele sempre foi habilidoso, não criava essas arestas. Talvez ele esteja forçando uma situação para sair do ministério”, disse.

Questionado se as Forças Armadas teriam alguma preferência de nome para a substituição de Jobim, o general reformado disse que não foi feita uma discussão sobre pessoas, mas que o interesse da corporação é ter um militar na pasta da Defesa.

“Na Saúde o ministro é um médico. Nos Transportes é um engenheiro. Na Educação é um professor. O que queremos é que na defesa tenhamos um especialista, um militar”, pontuou.

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