Depois de discurso, Dilma concentra forças contra guerra cambial

Presidenta do Brasil manteve cinco encontros bilaterais em que agravamento da crise econômica mundial foi um dos principais temas

Carolina Cimenti, de Nova York |

Depois de apresentar um discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU voltado em boa parte à crise econômica, a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff , atacou fortemente o tema da guerra cambial nos cinco encontros bilaterais que manteve na tarde desta quarta-feira.

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Reuters
A presidenta brasileira, Dilma Rousseff, fez o discurso de abertura na Assembleia Geral da ONU
A presidenta conversou privadamente com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, do Chile, Sebastián Piñera, do Peru, Ollanta Humala, e da Colômbia, Juan Manuel Santos.

Os cinco chefes de Estado cumprimentaram entusiasmadamente, segundo diplomatas brasileiros, a presidenta pelo seu discurso histórico de primeira mulher a abrir Assembleia Geral. Todos eles reforçaram a importância de haver uma mulher em um papel tão importante.

Por causa do agravamento da crise econômica mundial, o tema da guerra cambial no mundo foi um dos temas principais das conversas de Dilma com os líderes latino-americanos e europeus. A presidenta também abordou a questão em uma coluna que será publicada na edição impressa do Financial Times nesta quinta-feira.

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que, com os líderes sul-americanos, Dilma concordou que é necessário aumentar a coordenação de combate à crise. “Uma das ideias aceitas por todos é que haja mais encontros e conversas entre os ministros das Finanças dos países sul-americanos, por isso eles devem se encontrar depois da reunião do FMI em Washington nesta semana para conversar sobre os temas discutidos no evento”, disse o chanceler.

Sarkozy e Cameron afirmaram à presidenta que a União Europeia dará apoio à Grécia e não permitirá que o país não cumpra com as suas dívidas. Os líderes europeus e Dilma conversaram sobre a guerra cambial e a necessidade de haver estabilidade no mercado de moedas internacionais. Eles chegaram até mesmo a mencionar a China e o problema da falta de flutuação do iuan.

Com todos os colegas, Dilma conversou sobre a reconstrução e o apoio à Líbia, e o problema da dura repressão na Síria, que foi fortemente criticada por todos.

Os diplomatas brasileiros também confirmaram que nunca houve um apoio tão generalizado na ONU à execução da reforma do Conselho de Segurança. “Alguns líderes defendem mais a criação de cadeiras permanentes para países emergentes, outros preferem defender a criação de vagas não-permanentes e rotatórias, mas nunca se viu um apoio tão geral na Assembleia como atualmente”, afirmou um diplomata que participou de todas as bilaterais com a presidenta e o ministro das Relações Exteriores.

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