Líder do DEM no Senado classifica medida como equivocada e diz ser mais eficiente a discussão de ações efetivas contra a violência

Agência Brasil
O líder do DEM no Senado Demóstenes Torres diz que referendo prejudica quem, em 2005, votou contra o desarmamento
O líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), afirmou nesta terça-feira (12) que ao decidir fazer um plebiscito para que a população decida sobre a proibição do comércio de armas no País, o Senado "pegou carona na onda errada". Para ele, a iniciativa dos líderes em reunião com o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), foi equivocada e prejudica os "cidadãos de bem" que, em 2005, optaram em referendo manter o comércio de armamentos e munições, mesmo que com uso restrito.

Para o parlamentar, mais eficiente seria legislativo e governo discutirem medidas efetivas e pontuais como o aumento de efetivo de segurança nas escolas. "As escolas são assediadas todos os dias por pedófilos, traficantes e outros marginais. O aumento da segurança seria uma boa medida."

"Se as armas foram adquiridas de forma legal tem que desarmar os bandidos e não os cidadãos de bem", afirmou Demóstenes. Ele não participou da reunião de líderes quando foi decidido por dar andamento a um projeto de decreto legislativo que prevê a realização de um plebiscito no primeiro domingo de outubro (2).

Demóstenes Torres acrescentou que, por se tratar de plebiscito, ao contrário de um referendo, caberá ao Congresso a palavra final sobre a proibição total ou não do comércio de armamentos. Ele acrescentou que atualmente o Brasil já tem uma das legislação mais rigorosas do mundo para a obtenção de porte de armas.

A discussão veio à tona depois da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, onde um atirador matou doze estudantes, na semana passada.

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