Demóstenes cometeu crime, diz líder do governo no Senado

Em entrevista em vídeo ao iG, Eduardo Braga fala sobre caso de bicheiro, racha no PMDB e disputa pela Presidência do Congresso

Tales Faria e Adriano Ceolin, iG Brasília |

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) completa um mês à frente da liderança do governo do Senado nesta semana, cujas atenções deverão estar voltadas para a instalação do Conselho de Ética. O órgão da Casa irá julgar a cassação do mandato de Demóstenes Torres (sem partido-GO).

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Em entrevista ao iG , Braga já fez seu veredicto sobre o caso: “Isso é um crime que aconteceu. E tem instâncias para analisá-lo. E ele ( Demóstenes ) terá que responder como qualquer um, se for comprovado. Aparentemente pelas gravações, pelos áudios, ele cometeu um crime”.

Braga tenta tratar o assunto “como página virada”. Seu objetivo é evitar que o caso Demóstenes atrapalhe as votações. Ainda não se sabe tudo sobre a relação entre políticos e o esquema do bicheiro e empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

O amazonense ingressou no comando da bancada governista no Senado no dia 12 de março. Ele substituiu o colega Romero Jucá (PMDB-RR), que havia sido líder dos três últimos governos: Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff .

A troca não foi fácil. Braga é oriundo de um grupo dissidente dentro da bancada do PMDB, formado por oito senadores que não se submetiam ao líder do partido, Renan Calheiros (PMDB-AL), e ao presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP). Ele tenta acabar com a celeuma.

"Era um grupo que não estava em oposição ao Renan. Estava em oposição ao modus operandi que a bancada estava sendo conduzida”, diz. “Portanto, nunca formos opositores à pessoa do Renan, mas a forma como estava operando o conjunto das forças da base”, completa.

Ex-prefeito de Manaus e ex-governador do Amazonas por dois mandatos consecutivos, Braga nunca escondeu querer alçar voos mais altos. Tem apenas 14 meses como senador, mas não deixa ser excluído da lista de possíveis candidatos a presidente do Congresso apesar de ocupar, no momento, a liderança do governo.

“A única questão é que eu não tenho impedimento. Não há nenhuma vedação no regimento do Senado que impeça. Agora, não sou nem estou candidato. Quero ajudar a construir uma solução que possa dar prosseguimento neste projeto de ampliar a interlocução e fortalecer a base”, explica.

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