DEM quer firmar "contrato com o eleitor"

DEM monta agenda para sua bancada em busca de voz própria dentro da campanha de Serra. Corte no número de deputados será proposto

Severino Motta, iG Brasília |

O Democratas reuniu sua bancada de deputados federais nesta manhã, num hotel de Brasília, onde o cientista político Antônio Lavareda fez a exposição de uma pesquisa sobre demandas da população em período eleitoral. A partir dos dados, a sigla quer definir um “contrato com o eleitor” e através dele, ter uma agenda política e posições próprias do partido dentro da campanha presidencial do tucano José Serra.

A princípio, o nome pensado por Lavareda era o de um “Contrato com os brasileiros Democratas”, mas, durante a reunião, ele evoluiu para o “Contrato com os eleitores”. Segundo o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), a linha mestra do documento será a questão ética e, a partir dela, compromissos com outras áreas do Estado serão firmados.

“O contrato que queremos é com a sociedade, com o eleitor, que foi o autor do ficha limpa. Vamos firmar um contrato na parte ética e depois ter propostas para o partido sustentar junto à sociedade”, disse.

Como o DEM não tem candidato à presidência, o “Contrato com o eleitor” seria a voz do partido dentro da campanha de José Serra e junto ao eleitorado. Ele também serviria para que os candidatos das eleições proporcionais tenham um discurso único.

“Queremos assumir pontos Congressualmente, já que não temos candidato à presidência. E isso também evita a fragmentação dos discursos na eleição de nossos deputados”, explicou Bornhausen.

Entre os compromissos a serem firmados, o DEM deve defender a redução de 10% no número de cadeiras na Câmara Federal, que hoje tem 513 assentos. Também deve propor o corte de 5% no salário dos ministros e congelamento de cinco anos no valor dos rendimentos.

“Queremos uma agenda arrojada e ousada, mas exequível. Nós derrubamos a CPMF, aprovamos o ficha limpa e nossa consulta na Justiça trouxe a fidelidade partidária. Nos diziam que era mais fácil um boi voar que isso ser aprovado. E nós conseguimos”, disse o líder.

Questionado sobre moralização na política, uma vez que seu partido esteve envolvido no escândalo do Distrito Federal, Bornhausen disse que a sigla vai tirar uma “oportunidade da crise”.

Falou ainda que, diferente de outros partidos, quem foi flagrado em supostos esquemas de corrupção foi expulso da sigla pela direção partidária, e que “a maioria dos filiados não tem nada a ver com o caso”.

O “Contrato com o eleitor” ainda deve trazer temas como a reforma tributária com carga zero para a população que recebe até um salário mínimo, o direito à propriedade rural, investimentos na educação básica e a meta de construir metrôs nos conglomerados urbanos.

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