Com cinco vagas, PMDB indicou segunda vaga ao PP e PT, com o mesmo número, cedeu a segunda indicação ao PR

Agência Estado
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) defende um sorteio para as vagas que foram cedidas a aliados
Sem vaga na Mesa Diretora, o Democratas (DEM) discordou da forma como o PMDB e o PT compuseram os cargos abrindo mão de uma das duas vagas a que teriam direito para aliados. Com cinco senadores, os peemedebistas cederam a segunda vaga ao PP. O PT, com o mesmo número de vagas, entregou sua segunda indicação ao PR. Tanto o PR quanto o PP têm a mesma bancada do DEM que, por sua vez, ficou de fora da composição da Mesa.

Essa composição excluiu o DEM na participação da Mesa Diretora. "Se tem três [DEM, PP e PTB] partidos com cinco senadores para duas vagas o normal é que se fizesse um sorteio e não o PMDB ficar cedendo vaga para um e o PT para outro", afirmou senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que tomará posse na liderança do partido em março.

A controvérsia levou todas as lideranças a uma reunião que acontece desde a manhã na liderança do PSDB, inclusive o presidente do Senado, José Sarney.

O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), defendeu que se cumpra a proporcionalidade para a escolha dos cargos da Mesa Diretora. Ele lembrou que o PMDB e o PT têm direito a duas vagas na regra prevista pelo regimento interno. "A proporcionalidade tem que ser um acordo", destacou o parlamentar.

A ideia dos líderes é encerrar a reunião já com um consenso às 16 horas, quando seria eleita a nova Mesa Diretora do Senado para o biênio 2011/2012.

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