A contabilidade prevê que partido perderá 7 de seus 43 deputados, mas nenhum da linha de frente, à exceção de Kassab

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Surpreendida na noite de ontem com a saída do ex-deputado Indio da Costa (RJ), a nova Comissão Executiva Nacional do DEM se reúne hoje em Brasília para neutralizar eventual efeito dominó nas fileiras do partido no Rio de Janeiro, um dos centros de gravidade da legenda. A missão é estancar novas baixas, materializadas após o movimento liderado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com a criação do PSD (Partido Social Democrático).

Na contabilidade do partido, o DEM deverá perder pelo menos 7 de seus 43 deputados federais, mas existe a avaliação de que, à exceção de Kassab, os quadros perdidos não faziam parte da linha de frente da legenda.

A caminho do partido de Kassab, o candidato a vice na chapa presidencial de José Serra (PSDB) é o nome do PSD para disputar a prefeitura do Rio, em 2012. "Saio do DEM para continuar na política. Defenderei, onde estiver, as mesmas ideias, valores e princípios que defendi em 2010", escreveu Indio no Twitter, à noite.

À tarde, após encontrar Kassab, Indio havia dito que sua situação no DEM estava complicada, principalmente pela decisão do ex-prefeito Cesar Maia de assumir pessoalmente o comando do diretório municipal do partido. "Essa atitude dificulta a convivência", desabafou o ex-deputado, após almoço com o prefeito paulistano.

Indio classificou a decisão de Maia como "catastrófica". "Se tem um partido que se diz democrata, a primeira coisa que se tem de fazer é praticar a democracia partidária." No Rio, a tendência é que Cesar Maia defenda a candidatura de seu filho, deputado Rodrigo Maia, à prefeitura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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