Defesa de cunhado de Alckmin pedirá que MP investigue vazamentos

Paulo Ribeiro, irmão de dona Lu, é acusado de lavagem de dinheiro. Governador de São Paulo não comenta caso

Nara Alves, iG São Paulo |

Os advogados de defesa de Paulo Ribeiro, cunhado do governador Geraldo Alckmin , pedirão ao Ministério Público que investigue o vazamento de informações sobre o processo em que Ribeiro é suspeito de lavagem de dinheiro. Na ação, que corre em segredo de Justiça, o irmão da primeira-dama de São Paulo, Lu Alckmin, é suspeito de envolvimento em contratos fraudulentos para fornecimento de merenda escolar a administrações municipais no Estado.

De acordo com o jornal “ O Estado de S.Paulo ”, documentos de posse de promotores de Justiça que investigam o caso, Leonardo Rezek Pereira e Paula Gizzi de Almeida Pedroso, mostram que Paulo Ribeiro tentou "lavar" seu patrimônio pessoal doando bens a terceiros, inclusive a um coveiro de Pindamonhangaba. Os documentos também apontariam que Ribeiro transferiu para o nome de um seu funcionário, Lourival, uma Ford Ranger. Segundo a reportagem, terrenos foram doados a outros empregados.

“A pedido dele ( Paulo Ribeiro ), o escritório está estudando uma forma de provocar o Ministério Público para que investigue o porquê dos vazamentos. Esse conteúdo não deveria estar sendo divulgado”, afirma o advogado de defesa Gilberto Menin. O advogado nega participação de Ribeiro “em qualquer ato ilícito”. “( A divulgação das informações ) expõe a intimidade do meu cliente e prejudica a própria investigação”, justifica.

Desde que as primeiras informações sobre o caso foram divulgadas, em dezembro de 2010, Alckmin não comentou o caso publicamente. O entendimento do governo é de que o assunto deve ser investigado na esfera municipal e não tem qualquer relação com a administração do Estado. O processo corre no MP de Pindamonhangaba, no Vale do Ribeira, cidade natal do governador e onde moram seus familiares.

Uma operação de busca foi realizada na casa de Ribeiro em dezembro do ano passado. A busca teria sido solicitada pelo setor de crimes financeiros do Ministério Público e autorizada pela Justiça.

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