Defesa de Cachoeira entra com pedido de habeas corpus no STJ

Preso é suspeito de chefiar quadrilha de jogos ilegais e já teve um outro pedido de liberdade negado

iG São Paulo |

A defesa do bicheiro Carlos Cachoeira entrou nesta segunda-feira (9) com pedido de habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Cachoeira está preso desde 29 de fevereiro, acusado de chefiar uma quadrilha de máquinas de caça-níqueis, durante a Operação Monte Carlo, desencadeada pela Polícia Federal.

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Operação Monte Carlo: Polícia Federal prende Carlinhos Cachoeira

O contraventor já teve um pedido de liberdade negado pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Se não conseguirem convencer o STJ a soltar o empresário, os advogados poderão ainda recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No fim de semana, os advogados de Cachoeira também pediram à Justiça sua remoção do presídio federal localizado em Moçoró, no Rio Grande do Norte, sob o argumento de que o preso não deveria ser submetido aos rigores do sistema federal, com diversas restrições que não são aplicadas em outros presídios. O pedido é para que Cachoeira seja transferido para alguma penitenciária mais próxima da família, que vive em Goiás.

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iG Explica: Entenda a crise envolvendo o senador Demóstenes Torres

A investigação feita pela Polícia Federal e os grampos autorizados pela Justiça apontaram o envolvimento do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) com o esquema chefiado por Cachoeira. O senador se desfiliou do DEM para evitar um processo de expulsão e pode ser cassado por quebra de decoro parlamentar. Dados do processo ainda levantam suspeitas contra outros políticos de Goiás.

No STF já tramita um inquérito para apurar o suposto envolvimento de Demóstenes com Cachoeira. No final de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou a quebra do sigilo bancário de Demóstenes Torres. Ele também pediu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que remeta a relação de emendas ao Orçamento apresentadas pelo congressista.

No sábado (7), o iG revelou, com base no inquérito da Polícia Federal (PF) da Operação Monte Carlo, que as polícias Civil e Militar estavam a serviço de Cachoeira para a abertura e fechamento de bingos.

Já nesta segunda (9), o iG mostrou que o grupo de Cachoeira indicava até promoções de membros da Polícia Militar de Goiás (PM-GO). “Estamos diante de um mega escândalo”, avaliou o petista. “As investigações da Polícia Federal indicam pelo menos 89 pessoas envolvidas, entre eles estão políticos e membros do Estado. Precisamos saber até que ponto vai isso”, complementou.

Com Agência Estado

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