Déda afasta motivação eleitoral e aponta suspeito

Governador de Sergipe se reuniu com Lula, que colocou a Polícia Federal o e Ministério da Justiça à disposição para investigações

Severino Motta, iG Brasília |

nullO governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), afastou possíveis motivações eleitorais no atentado contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de seu Estado, Luiz Mendonça. De acordo com ele, a Polícia trabalha com a hipótese de um foragido da Justiça, Floro Calheiro, estar envolvido na tentativa de assassinato.

“O Floro Calheiros é um criminoso de Alagoas que atuava no norte de Sergipe em agiotagem, envolvimentos políticos, é acusado de roubo de urnas nos anos 90 e é acusado de ter liderado ou ordenado crimes de mando na região. Foi preso quando o atual desembargador era secretário de Segurança Pública. E ele fugiu (...) há informações que ele teria ameaçado o desembargador. Digamos que seria a hipótese mais óbvia”.

Déda comentou o crime após um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o recebeu nesta tarde em Brasília, na sede provisória do governo. Segundo ele, Lula se mostrou indignado com o ocorrido, e colocou a disposição do Estado o Ministério da Justiça e a Polícia Federal, que já está atuando em conjunto com as forças policiais locais na elucidação do caso.

Apesar de citar Floro, o governador disse que a Polícia ainda não descartou outras linhas de investigação. A motivação eleitoral, contudo, seria a mais remota das hipóteses. Ele comentou que o secretário de Segurança do Estado, João Heloy de Menezes, conversou com o desembargador Mendonça no hospital, que também teria afastado a eleição como motivo do crime.

“A possibilidade de qualquer vinculo com eleição é remotíssima, a própria vítima não vincula o atentado a qualquer ato dele como juiz eleitoral ou a qualquer retaliação dentro do jogo da política ou das eleições”, disse.

Sobre a necessidade de pedir reforços para a Força Nacional de Segurança a fim de garantir a normalidade nas eleições, Déda disse que no momento não cogita tal hipótese. Mas, caso alguma linha de investigação leve a crer que a eleição pode ser prejudicada disse que não rejeitaria auxílio federal.

“Se nós, em algum momento, entenderemos que é preciso pedir ajuda, não teremos um minuto de dúvida”, pontuou.

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