De olho na votação do mínimo, Temer volta à Câmara e reúne PMDB

Vice-presidente, que já foi presidente da Câmara três vezes, vai se reunir com partido e fazer último apelo pelo salario-mínimo

Andréia Sadi, iG Brasília |

Na vice-presidência da República há quarenta dias, Michel Temer voltará nesta quarta-feira (16) à Câmara dos Deputados, Casa que presidiu por três vezes, para um encontro com a bancada do PMDB. A reunião tem a reforma política como pauta oficial, mas peemedebistas dizem que Temer vai aproveitar para fazer um último apelo aos parlamentares sobre a votação do salário-mínimo, marcada para esta quarta-feira no plenário. Com trânsito livre no PMDB, partido que se licenciou da presidência para assumir a vice, Temer fez o trabalho nas últimas semanas de orientar o líder do partido na Câmara, Henrique Alves, sobre a posição do Planalto em torno do tema, que defende R$ 545 contra os R$ 560 das centrais sindicais e oposição.

Agência Estado
Temer ajudou a costurar o apoio do PMDB ao mínimo proposto pelo governo

Foi o vice quem propôs entrar em campo com a costura do apoio da base, principalmente do PMDB, em relação aos R$ 545 do mínimo. Dilma Rousseff gostou e autorizou as movimentações de Temer. Alves, por exemplo, ficou encarregado de demover o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da ideia de defender a emenda de R$ 560 do mínimo. Funcionou. Cunha disse que não vai apresentar a proposta “porque Alves o pediu e porque não quer que pareça retaliação”.

Após transmitir o recado de Temer à bancada, o peemedebista garantiu ao líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, que o PMDB apoiaria o valor proposta pelo Planalto. “A bancada está unida em torno do mínimo, não é que fechou com o governo, o PMDB é governo”, disse Alves.

Durante reunião de coordenação política no Planalto, Temer propôs também que o projeto do salário mínimo fosse enviado por meio de um projeto de lei. Com isso, explicou o ex-presidente da Câmara, os parlamentares teriam menos resistência ao projeto, já que a Medida Provisória, forma anterior, tem caráter de lei e é vista como imposição do Planalto. A iniciativa foi vista com bons olhos pela presidenta e pelo ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, que agora contam como certa a fidelidade da maioria do PMDB na votação do mínimo do governo.

Convencida pelos líderes de que será possível aprovar a proposta do governo de reajustar o salário mínimo para R$ 545, Dilma já abandonou a ideia aventada por alguns parlamentares de elevar o mínimo para R$ 560.

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