Crise no Turismo pode atrapalhar plano de Marta Suplicy para 2012

Avaliação de petistas é de que prisão de pessoas próximas à ex-prefeita pode dificultar negociação para disputar Prefeitura de SP

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

A Operação Voucher da Polícia Federal no Ministério do Turismo dificulta ainda mais a situação da senadora Marta Suplicy (PT-SP) na disputa para ser a candidata do PT na eleição para a Prefeitura de São Paulo no ano que vem.

A avaliação no partido é que, embora Marta não tenha envolvimento com o esquema investigado pela PF, a prisão de assessores próximos como o ex-presidente da Embratur Mário Moyses deve ser explorada pela imprensa no momento em que o PT inicia o processo de escolha do nome com caravanas dos candidatos em bairros da periferia.

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Mário Moyses, que consta da lista de presos na operação da PF, foi chefe de gabinete e assessor de Marta
“Não é a pá de cal mas prejudica. A imprensa está cobrindo as caravanas e enquanto os outros fazem campanha ela vai ter que explicar as denúncias”, disse um dirigente nacional do PT, em referência ao giro organizado pelo partido para mobilizar a militância para a eleição municipal.

Segundo petistas, a extensão do dano vai depender do desenrolar dos acontecimentos. Nesta terça-feira, durante reunião com a bancada de vereadores paulistanos, a executiva municipal do partido foi surpreendida com a notícia da prisão de Moyses, visto no partido como uma pessoa séria. A expectativa é que ele seja solto em breve e que seu envolvimento no escândalo seja meramente formal.

Para o PT da capital, o envolvimento de ex-colaboradores não abala o principal trunfo da senadora, seu bom desempenho nas pesquisas. Além disso, a direção municipal avalia que as características de uma eleição para prefeito, na qual os eleitores estão mais preocupados com os projetos para o dia-a-dia do que com questões ideológicas, afastam Marta da crise.

A operação da PF no Ministério do Turismo é mais um ponto contra a senadora na disputa por 2012. Além disso, pesam contra ela a forte rejeição registrada em pesquisas de opinião, a desagregação de seu grupo político e o fato de que tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a presidenta Dilma Rousseff preferem o ministro da Educação, Fernando Haddad.

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