"Criação de ministério é escárnio para a população", diz Aécio

Senador diz que nova pasta serve apenas para acomodar dirigente do PT que não se elegeu

Denise Motta, iG Minas Gerais |

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) considera um “escárnio” a criação de um novo ministério pela presidenta Dilma Rousseff. De acordo com ele, o PT tem visão diferente dos tucanos, que defendem um partido político a serviço de um País, e não de aliados.

“O PT acha que o correto é colocar um País a serviço de um partido. A notícia reiterada hoje de que a presidenta Dilma criará mais um ministério para acomodar um dirigente partidário que não foi eleito, que não teve votos para estar no Senado da República, é um escárnio para a população brasileira. As micro e pequenas empresas precisam de apoio, não de mais uma estrutura burocrática”, atacou o tucano que hoje participa em Belo Horizonte de um encontro de governadores tucanos .

O senador referia-se à criação da Secretaria de Micro e Pequena Empresa , que possuirá status de ministério. Está cotado para assumir a pasta o senador Antonio Carlos Valladares (PSB-SE). Ao assumir, ele abre espaço para o presidente do PT, José Eduardo Dutra, ganhar a cadeira no Senado.

Aécio acusou a falta de modificação do ponto de vista estrutural, em sintonia com o que disse anteriormente o presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE). O senador de Minas marca presença em um encontro de governadores em Belo Horizonte, ao lado de oito chefes de Executivos estaduais tucanos, parlamentares e lideranças especialmente de Minas.

“Não se pode falar em gestão de qualidade com 40 ministérios, onde a composição do governo segue a mesma e perversa lógica da ocupação compartimentada do governo pelos aliados, são os feudos. Entrega-se o ministério para partido tal, o outro para partido tal para que tenha os votos do Congresso”, afirmou também o senador tucano, que governou Minas por quase oito anos.

Aécio disse que a criação de ministérios pelo governo Dilma é diferente da criação de secretarias pelo governo de Antonio Anastásia (PSDB), mas não se aprofundou. Questionado sobre o tema, afirmou: “É muito diferente. Começe a contar”, esquivou-se. Anastasia criou quatro secretarias de Estado por meio de leis delegadas. Também com as leis delegadas, o governador de Minas criou mais de 1.300 cargos de livre nomeação.

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