Convocação de Palocci ainda gera bate-boca na Câmara

A saída de Antonio Palocci da chefia da Casa Civil não foi suficiente para acalmar os ânimos na Câmara

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A saída de Antonio Palocci da chefia da Casa Civil não foi suficiente para acalmar os ânimos na Câmara. Governistas e oposicionistas bateram boca nesta manhã e não conseguiram sequer aprovar a ata da Comissão de Agricultura, em que Palocci tinha sido convocado a se explicar na semana passada.

A confusão começou porque os deputados governistas não concordaram em aprovar a ata da reunião passada com a afirmação de que Palocci havia sido convocado. Os governistas queriam que a votação fosse retirada da ata para não constar nos registros da Casa. O presidente da comissão, Lira Maia (DEM-PA), porém, disse não poder alterar a ata porque a convocação foi aprovada e lembrou que a questão de ordem feita pelos governistas à Mesa da Câmara pedindo a anulação da votação não foi respondida.

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Os deputados Ronaldo Caiado (DEM-GO)(d) e ACM Neto (DEM-BA) durante discussão sobre a convocação de Palocci

Diante do impasse, os ânimos se exaltaram. Coordenador da bancada do PT na comissão, o deputado Assis do Couto (PR) criticou Lira Maia e ameaçou ir ao Conselho de Ética questionar a postura do presidente da comissão. A ameaça provocou reações, e os deputados do DEM ACM Neto, Onyx Lorenzoni e Ronaldo Caiado desafiaram o petista a cumprir a ameaça. Enquanto Assis do Couto dizia que não havia mais confiança para os trabalhos na comissão, os deputados do DEM chamaram o governista de "viúva do Palocci".

Em meio ao bate-boca, Lira Maia encerrou a reunião sem que a ata tivesse sido votada. Onyx continuou provocando Assis do Couto mesmo após a reunião. "Você tem que bater palma para a Gleisi e parar de chorar o Palocci", disse o deputado do DEM, referindo-se a nova ministra-chefe da Casa Civil, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Assis afirmou que a discussão na comissão não é sobre Palocci, mas sobre a condução dos trabalhos por Lira Maia. "Estamos discutindo é o procedimento. A ata só será aprovada se for modificada", afirmou o petista.

O presidente da comissão afirmou que não há por que alterar a ata e disse não temer ter de responder pelo caso no Conselho de Ética. "Não tive nenhuma conduta questionável para ir ao Conselho, não tem por que isso. Minhas ações estão de acordo com o regimento", disse Lira Maia.

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