Controladoria abre investigação no ministério dos Transportes

Por determinação da presidenta Dilma Rousseff, começa hoje uma "análise aprofundada" de licitações na pasta

Nara Alves, iG São Paulo |

Após denúncias envolvendo o ministro dos Transportes, Afredo Nascimento (PR), a presidenta Dilma Rousseff determinou nesta segunda-feira que a Controladoria-Geral da União (CGU) inicie hoje um pente fino nas licitações do Ministério. De acordo com nota divulgado pela CGU, Dilma ordenou "um trabalho de análise aprofundada e específica em todas as licitações, contratos e execução de obras que deram origem às denúncias recentes sobre irregularidades no âmbito do Ministério dos Transportes e órgãos a ele vinculados".

A preocupação com um abalo na base aliada levou o Palácio do Planalto a se mobilizar para conter a crise que se instalou na pasta . Após Dilma afastar no fim de semana vários integrantes do alto comando do ministério, em meio a denúncias sobre um suposto esquema de cobrança de propina, o governo decidiu divulgar nota em defesa do ministro. A manifestação de apoio ganhou, ao longo do dia, o reforço de declarações públicas feitas por alguns de seus colegas de Esplanada.

Segundo a CGU, houve "esforço de melhoria" no combate à corrupção na área, que remonta ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit. "As auditorias da CGU abrangem não apenas os órgãos centrais do DNIT e da Valec, em Brasília, mas também suas representações regionais. Como em todos os demais órgãos auditados, essas auditorias registram os problemas constatados e produzem recomendações para saná-las. Nos casos mais graves a CGU recomenda também a apuração de responsabilidades (ou instaura, diretamente, a própria CGU, os procedimentos apuratórios), para punição dos envolvidos", diz a nota.

A Controladoria ressalta, ainda, que o Ministério dos Transportes tem colaborado com a fiscalização, que já resultou em 18 Processos Administrativos Disciplinares (PAD) e sindicâncias instauradas no período de 2009 a 2011, envolvendo pelo menos 30 dirigentes e servidores das duas áreas. "Além disso, outros 150 PADs foram instaurados pelo próprio Ministério dos Transportes, 66 deles referentes ao Dnit", ressalta.

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