Congresso dará prioridade a propostas de apoio ao Rio, diz Sarney

Para Sarney, essa é a maneira mais efetiva que o parlamento tem para ajudar os governos federal e do Rio

Agência Brasil |

O Congresso dará prioridade “absoluta” a qualquer medida provisória que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva porventura tenha que editar para reforçar o caixa das órgãos de segurança pública que atuam no Rio de Janeiro no combate ao crime organizado. Para o presidente do Senado e do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), essa é “a maneira mais efetiva” que o parlamento tem para ajudar os governos federal e do Rio, neste momento.

“Como é um caso de emergência, o governo federal, se precisar de recursos adicionais, edita uma medida provisória e nós votaremos com a maior urgência no Congresso”, disse o senador.

Ele não poupou elogios à forma coordenada das ações policiais e militares que atuaram nas operações nas comunidades da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão. José Sarney ressaltou que tanto as polícias do Estado quanto as forças federais e militares deram “uma demonstração de que, agora, a situação tem que ser encarada com muita seriedade para tornar o Rio de Janeiro uma cidade livre do tráfico e da violência”.

O senador destacou, no entanto, que todos os esforços empreendidos desde a semana passada tratam-se de “um bom começo”. Agora, o desafio será manter a população dessas áreas seguras por meio do estabelecimento de unidades de Policiamento Pacificado (UPP).

Na chegada ao Congresso, Sarney também falou sobre o Orçamento de 2011. Segundo ele, os parlamentares da Comissão Mista de Orçamento fazem todo o esforço para cumprir o cronograma de votação em dezembro e, por isso, acredita que não será necessária a convocação extraordinária do legislativo para apreciar a matéria em janeiro.

José Sarney confirmou que a novidade, na elaboração do Orçamento da União para 2011 é o fato de os deputados e senadores da comissão priorizarem áreas estabelecidas pela presidenta eleita, Dilma Rousseff , para o primeiro ano de seu governo. “O que tem de novo é que as prioridades que tem [no texto] são as prioridades do governo dela. O que era uma maneira geral de acompanhamento agora será especificamente naquilo que ela terá interesse.”

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