Concurso no Senado repete dados de prova após 10 anos

Em questão sobre agricultura, prova descreve crises da Rússia e da Argentina de 1998 e cobra leis que não existem mais

AE |

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Esperado com ansiedade pelos "concurseiros", um edital do Senado saiu na sexta-feira e já provoca polêmica em Brasília. Levantamento do site Congresso em Foco mostrou que, além do alto valor da inscrição - de R$ 180 a R$ 200 -, há indícios de que o conteúdo programático foi copiado de um concurso de dez anos atrás.

Segundo a reportagem, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo concurso, publicou o documento com informações iguais às de uma prova de 2001, elaborada pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). Não é a primeira vez que a FGV é suspeita de usar conteúdo igual ao de concursos anteriores. Em 2008, a fundação foi acusada de plágio ao organizar prova para ingresso no Senado.

A repetição de conteúdos pode tornar a prova desatualizada. No item agricultura, para candidatos a consultores, por exemplo, são descritas as crises da Rússia e da Argentina - de 1998 - e seus reflexos na economia brasileira. Também são cobradas legislações que não existem mais. Como em 2001, o concurso selecionará consultores legislativos. São oferecidas 246 vagas, com salários de R$ 13,8 mil a R$ 23,8 mil. A FGV receberá o valor arrecadado com as taxas de inscrição - o que pode chegar a R$ 15 milhões.

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