Comissão do Senado rejeita convocação de 'aloprados'

Três requerimentos foram apresentados nesta terça-feira, um deles para convidar a ministra Ideli Salvatti a depor

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Senadores da base de apoio do governo rejeitaram nesta manhã, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), três requerimentos relacionados ao escândalo dos "aloprados", no qual petistas foram presos tentando comprar um dossiê contra tucanos na eleição de 2006. Um dos requerimentos pedia a convocação da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que, segundo a revista Veja , teria participado de uma reunião no gabinete do então senador Aloizio Mercadante (PT-SP) com envolvidos no esquema.

Os outros requerimentos convidavam a depor o petista Expedito Veloso, um dos participantes do esquema, e a ex-senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que teria informações sobre a montagem do falso dossiê sobre o então candidato tucano à Prefeitura de São Paulo José Serra. Outra tentativa de investigar o esquema dos aloprados foi frustrada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo adiamento para agosto da votação dos mesmos requerimentos.

Na ausência do autor dos pedidos, o líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), que estava em outra comissão ouvindo o ex-diretor do DNIT Luiz Antonio Pagot, coube ao senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) encaminhar as propostas na CAE. Ele lembrou que a ideia de forjar um dossiê falso para prejudicar Serra e com isso favorecer o petista Aloizio Mercadante "foi uma das coisas mais degradantes que ocorreu na política brasileira nos últimos tempos".

No seu entender, seria melhor para os governistas "colocar a questão em pratos limpos" em vez de evitá-la. O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) acrescentou que "a base do governo teme e teme muito" eventuais revelações sobre o esquema dos aloprados. Já o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), alegou que a ministra Ideli e a CAE nada têm a ver com o episódio.

O presidente da comissão, Delcídio do Amaral (PT-MT), leu carta de Expedito Veloso, na qual ele afirma que atenderia ao convite, "em respeito à comissão e ao Senado", mas que nada teria a acrescentar aos depoimentos que prestou sobre o esquema, entre outros, à Polícia Federal e ao Ministério Público. Veloso negou ter acusado o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercante, de ser o mentor da farsa nas declarações publicadas pela revista Veja .

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