Comissão de ética vai analisar carona de ministro da Agricultura

Wagner Rossi usou o jatinho de uma empresa que presta serviços ao governo para fins particulares

Agência Brasil |

A Comissão de Ética da Presidência da República vai analisar a denúncia, publicada na edição de hoje (16) do Correio Braziliense, de que o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, usou o jatinho de uma empresa que presta serviços ao governo para fins particulares.

O presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence, disse que o caso será avaliado na próxima reunião, marcada para o início de setembro. Antes, esclareceu, a comissão analisará se pedirá informações preliminares ao ministro.

Leia também: Rossi rebate denúncia sobre uso de jatinho particular

"Todo noticiário que tem algo a ver com as atribuições da comissão é posto em uma resenha e nós analisaremos se é o caso de abrir um procedimento. Fatalmente, esse caso será posto", disse Sepúlveda. Ele evitou falar sobre o teor da denúncia antes ouvir as explicações do ministro.

Wagner Rossi confirmou hoje o uso do jatinho, um Embraer modelo Phenom, avaliado em US$ 7 milhões, da empresa Ourofino Agronegócios. Em nota, o ministro da Agricultura informou ter pego carona em "raras ocasiões".

O Artigo 7º do Código de Conduta da Alta Administração Federal proíbe autoridades de receber transporte e hospedagem ou qualquer favor de particulares que provoque dúvidas ou ponha em risco a conduta do administrador público.

A Ourofino Agronegócios, com sede em Ribeirão Preto (SP), onde mora o ministro e a sua família, recebeu autorizações do governo para comercializar vacina contra febre aftosa, na campanha iniciada em novembro do ano passado.

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