Comissão de Ética adia decisão sobre consultorias de Pimentel

Relator do caso votou pela abertura de processo contra ministro do Desenvolvimento, mas pedido de vista adia decisão

Reuters |

Um pedido de vista adiou a decisão da Comissão de Ética Pública da Presidência da República sobre abertura de procedimento para que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, preste informações sobre suas consultorias.

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AE
Fernando Pimentel teria obtido R$ 2 milhões em serviços de consultoria entre 2009 e 2010

"O relator votou pela abertura de procedimento com pedido de informações a autoridade, mas não houve decisão em face do pedido de vista do conselheiro Roberto Caldas", disse nesta segunda-feira o presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence.

Pimentel, segundo reportagens publicadas na imprensa no final do ano passado, teria obtido R$ 2 milhões em serviços de consultoria entre 2009 e 2010 - período após sua saída do cargo de prefeito de Belo Horizonte - por meio da empresa P-21.

Uma das empresas atendidas pela P-21 teria ganho um contrato com a Prefeitura de Belo Horizonte após o ministro deixar o cargo.

A comissão decidiu também aplicar censura ética ao ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pela utilização de aeronaves, e abriu procedimento para que o ex-vice-presidente do Banco do Brasil Alan Toledo se manifeste sobre reportagens publicadas na imprensa, que incluem uma transferência de mais de R$ 900 mil para sua conta.

Sepúlveda disse também que Dilma solicitou à Comissão de Ética que, em caso de recomendação de exoneração de algum ministro, que o relatório do grupo seja encaminhado à ela com os motivos. A próxima reunião do grupo será em 26 de março.

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