Comissão da Verdade paulista vai ouvir família de Rubens Paiva

Assembleia Legislativa de SP fará homenagem a líder histórico de esquerda Apolônio de Carvalho, que teria completado 100 anos

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

A Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) vai começar suas atividades ouvindo parentes do engenheiro e deputado federal cassado Rubens Paiva no dia 9 de abril. “Queremos resgatar toda a memória de Rubens Paiva até o desaparecimento dele em 1971”, disse o presidente da comissão, Adriano Diogo (PT).

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O cronograma de atividades foi decidido no final da tarde de quarta-feira em reunião entre Diogo e o presidente da Alesp, Barros Munhoz (PSDB). A primeira atividade será na próxima segunda-feira, quando a Alesp fará uma homenagem ao líder histórico de esquerda Apolônio de Carvalho, que teria completado 100 anos no dia 9 de fevereiro.

Na primeira etapa, a comissão paulista vai se concentrar em ouvir relatos de testemunhas, parentes e amigos das vítimas da ditadura no Estado . Depois da família de Rubens Paiva (engenheiro, deputado federal, desaparecido desde o dia 20 de janeiro de 1971, pai do escritor Marcelo Rubens Paiva), serão ouvidos o fotógrafo Sérgio Vital Tafner Jorge, que testemunhou a farsa montada pela polícia para justificar o assassinato do guerrilheiro Carlos Marighela.

Na sequência a comissão vai receber depoimentos sobres os casos de Eduardo Leite Bacuri, companheiro de Marighela na Ação Libertadora Nacional (ALN), dos assassinatos de um casal ligado à Convergência Socialista em São Carlos, do estudante Luís Hirata, dos militante Edgard Aquino Duarte, David Capistrano, Devanir José de Carvalho, Olavo Hansen e de um empresário assassinado por ter se negado a contribuir com a “caixinha da tortura” da polícia política.

“No primeiro momento vamos nos concentrar em ouvir parentes e testemunhas das vítimas, depois vamos para as investigações”, disse Diogo.

Documentos

Nesta quinta-feira o Ministério Público Federal recomendou à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo que recolha todos os documentos sobre a ditadura espalhados nas delegacias paulistas e envie todo o material ao Arquivo Público do Estado.

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