Com núcleo palaciano fechado, Dilma deve se concentrar em aliados

Indefinição sobre fatia de siglas da base na Esplanada aumentou tensão na equipe; até agora, ampla maioria dos escalados é do PT

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Depois de anunciar formalmente os ministros do chamado grupo palaciano (Casa Civil, Secretaria Geral da Presidência e Relações Institucionais) amanhã, a presidenta eleita, Dilma Rousseff , deve concentrar esforços na definição dos nomes indicados pelos partidos aliados e deixar o PT para a próxima etapa.

Segundo fontes ligadas á presidenta eleita, a indefinição tem aumentado o nível de tensão entre os aliados. Até agora, de todos os nomes ventilados ou confirmados oficialmente, apenas o futuro presidente do Banco Central, Alexandre Tombini (sem partido) e os peemedebistas Nelson Jobim (Defesa) e Edison Lobão (Minas e Energia) não são do PT.

Já a lista de petistas é grande. Antonio Palocci (Casa Civil), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), José Eduardo Cardozo (Justiça), Paulo Bernardo (Comunicação), Miriam Belchior (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda), e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

Por isso, a indicação de novos petistas para o ministério deve ficar para uma próxima etapa. Entre os que ficarão na fila de espera estão o senador Aloizio Mercadante, apontado como futuro ministro da Ciência e Tecnologia, mas que até agora não recebeu sinal algum de Dilma, e Fernando Haddad, que pode permanecer no Ministério da Educação. O PT pleiteia ainda os ministérios das Cidades, Turismo, Combate à Fome e Desenvolvimento Agrário.

Desde o início da semana Dilma tem agilizado os contatos com partidos aliados. Ontem a presidenta eleita recebeu o presidente do PR, Alfredo Nascimento, para tratar da permanência do partido no Ministério dos Transportes e sugerir o nome de Blairo Maggi para a Agricultura.

O PC do B se reuniu com a equipe de transição e pediu a permanência de Orlando Silva no Ministério dos Esportes. O presidente do PSB, Eduardo Campos, também já apresentou as reivindicações do partido. Mas a prioridade é para o PMDB. Segundo fontes ligadas a Dilma, as negociações com o partido do vice, Michel Temer, acontecem em duas frentes: Câmara e Senado.

A bancada de casa uma das casas legislativas deve apresentar dois nomes. No Senado os indicados são Lobão e, provavelmente, o senador Garibaldi Alves (RN). A Câmara deve pedir a permanência de Wagner Rossi na Agricultura e indicar um segundo nome, de preferência um deputado, para a Saúde. A permanência de Jobim, defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também entra na cota do partido que pode ainda ficar com um sexto ministério.


    Leia tudo sobre: governo luladilma roussefftransição

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG