Com lideranças da base, Dilma debate no Planalto temas polêmicos

Presidenta recebeu lideranças e ministros para falar sobre rumos que o governo adotará nos casos Palocci e Código Florestal

AE |

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O novo Código Florestal foi um dos principais temas discutidos na reunião que a presidenta Dilma Rousseff realizou na manhã de hoje no Palácio do Planalto. Participaram dos debates promovidos por Dilma nesta segunda-feira o vice-presidente da República, Michel Temer ; os líderes do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR); além dos ministros da Agricultura, Wagner Rossi; do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; de Relações Institucionais, Luiz Sérgio; da secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas; e da Casa Civil, Antonio Palocci.

Em relação ao Código Florestal, uma das decisões tomadas é que não seja transmitida à população a ideia de que o governo quer anistiar os desmatadores. Esse seria o limite da negociação. A presidenta Dilma não admite que seja aberta qualquer brecha que signifique perdão para quem derruba florestas.

Os interlocutores do governo negaram que a crise que envolve o ministro Palocci tenha entrado na pauta da reunião de hoje. A presidenta quer mantê-lo no cargo, porém evita que essa discussão interfira nas atividades do governo. Por isso, está intensificando as reuniões com foco em outros assuntos.

O governo dá sinais, no entanto, de que não vai admitir traições da base aliada, ou seja, ações que possam prejudicar Palocci. Há, portanto, decisão do Planalto de dar prosseguimento ao processo de blindagem do ministro da Casa Civil. O Palácio aguardará as repercussões das explicações que Palocci dará à Procuradoria-Geral da República (PGR) para verificar qual será o impacto político imediatamente posterior.

Também estiveram em reuniões no Palácio, na manhã de hoje, com a presidenta Dilma, ministros de diferentes partidos da base aliada: das Cidades, Mário Negromonte (PP); do Trabalho, Carlos Lupi (PDT); e do Esporte, Orlando Silva (PC do B). A diversidade partidária nas reuniões foi interpretada como uma ação do Planalto no sentido de enviar mensagens à base aliada na tentativa de proteger Palocci. O andamento da votação do novo Código Florestal será considerado, pelo Palácio, como um "termômetro" político.

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